EUA e Israel discutem intervenção militar no Irã, Israel em alerta máximo, Trump diz estar ‘prontos para ajudar’ enquanto protestos já deixam ao menos 192 mortos

Conversa entre autoridades dos EUA e de Israel ampliou receio de ação contra o Irã, Trump avalia opções para apoiar manifestantes e Teerã acusa interferência externa

Nos últimos dias, cresce a preocupação com a possibilidade de uma ação militar contra o Irã, após troca de contatos entre autoridades dos Estados Unidos e de Israel.

O aumento da tensão ocorre em meio a uma onda de protestos internos no Irã, e a resposta do governo iraniano tem sido cada vez mais dura.

No apanhado de informações locais e internacionais, há relatos sobre conversas e avaliações de opções por parte dos governos norte-americano e israelense, conforme informação divulgada pelo g1.

O que foi relatado sobre as conversas entre EUA e Israel

Segundo a Reuters, uma ligação telefônica no sábado reuniu o secretário do presidente dos EUA e o primeiro-ministro de Israel, em um momento de escalada nos protestos no Irã.

Fontes israelenses disseram à Reuters que, por conta das discussões, o país está em alerta máximo diante da possibilidade de qualquer intervenção dos EUA.

Reportagens do The New York Times indicam que a Casa Branca foi informada sobre opções para um ataque militar, e a Axios afirma que o presidente Donald Trump considera alternativas para apoiar os manifestantes.

Posicionamentos públicos, ameaças e acusações

O presidente dos EUA afirmou que os iranianos estão “buscando a liberdade” e disse estar “prontos para ajudar“, frase que reacendeu questionamentos sobre um eventual envolvimento externo.

Do lado iraniano, o presidente Masoud Pezeshkian acusou os Estados Unidos e Israel de “semear caos e desordem“, e o governo já havia falado em “mercenários” estrangeiros participando dos atos.

Autoridades em Teerã também advertiram que retaliarão contra Israel e bases dos EUA caso ocorra um ataque norte-americano, elevando o risco de escalada regional.

O peso dos números e a repressão nos protestos

De acordo com a ONG Iran Human Rights, com sede na Noruega, o número de mortos subiu para ao menos 192 pessoas durante os protestos.

O chefe da polícia do Irã afirmou que “o nível de confronto contra os manifestantes se intensificou”, e agências internacionais como a AFP relataram aumento da repressão nas ruas.

O líder supremo Ali Khamenei disse que o governo “não vai recuar” diante dos protestos, chamando manifestantes de “vândalos” e “sabotadores”.

Riscos regionais e próximos passos

Analistas apontam que a combinação entre pressões internas no Irã e a possibilidade de intervenção externa pode ampliar a instabilidade na região.

Enquanto Trump e assessores avaliam cenários, conforme reportado pelo The New York Times e pela Axios, governos locais se preparam para possíveis repercussões militares e diplomáticas.

O desfecho dependerá tanto da evolução dos protestos internos, quanto das decisões políticas de Washington e de aliados como Israel, em um contexto já marcado por sanções e confrontos recentes.