EUA flexibilizam sanções e autorizam Chevron, BP, Eni, Shell e Repsol a retomar operações e firmar novos investimentos no setor petrolífero da Venezuela
EUA flexibilizam sanções, liberando operações e investimentos no petróleo venezuelano, com lucros controlados pelos EUA até que haja um ‘governo representativo’
Ao emitir duas licenças gerais, o governo dos Estados Unidos autorizou retornos operacionais e novos contratos no setor de petróleo e gás da Venezuela.
As permissões abrangem grandes petrolíferas, autorizações para investimento e o fornecimento de bens e tecnologia, com condicionantes sobre parceiros e lucros.
Os detalhes e os impactos econômicos e geopolíticos sobre o mercado petrolífero serão analisados a seguir, com dados e citações das medidas divulgadas.
conforme informação divulgada pelo g1
Quem foi autorizado e o alcance das licenças
O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros, vinculado ao Departamento do Tesouro dos EUA, emitiu uma licença geral que permite a Chevron, BP, Eni, Shell e Repsol retomar operações de petróleo e gás na Venezuela.
Uma segunda licença autoriza empresas globais a firmar contratos para novos investimentos no setor energético do país, e também permite o fornecimento de bens, tecnologia, software e serviços dos EUA para exploração, desenvolvimento e produção.
Valores projetados e controle dos lucros
O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, projeta vendas de petróleo venezuelano de US$ 1 bilhão, com potencial de US$ 5 bilhões nos próximos meses, segundo a divulgação.
Wright declarou que os lucros das vendas serão controlados pelos EUA até que a Venezuela estabeleça um ‘governo representativo’.
Restrições a parceiros e exceções na flexibilização
As novas regras proíbem transações com companhias da Rússia, do Irã ou da China, assim como com entidades pertencentes ou controladas por joint ventures ligadas a pessoas desses países.
Essa cláusula busca limitar a influência de atores geopolíticos rivais enquanto se abre espaço para empresas ocidentais retornarem ao país.
Contexto histórico e próximos passos
Os EUA mantêm sanções contra a Venezuela desde 2019. A medida anunciada representa a maior flexibilização desde a captura e destituição do presidente Nicolás Maduro no mês passado.
O governo Trump agora busca US$ 100 bilhões em investimentos de empresas do setor de energia na indústria venezuelana. Em reuniões recentes na Casa Branca, o CEO da ExxonMobil afirmou que a Venezuela era ‘inviável para investimentos’ no momento, segundo relato de encontro com a administração.
Além da atração de capitais, a abertura deve acelerar a recuperação de campos e infraestrutura danificada, e pode alterar fluxos de petróleo na região, mas dependerá da disposição das empresas em retomar operações em ambiente que segue marcado por incertezas políticas e legais.