quinta-feira, junho 4, 2026

EUA flexibilizam sanções na Venezuela e autorizam Chevron, BP, Eni, Shell e Repsol a retomar operações, abrindo caminho para investimentos bilionários

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Governo dos EUA emite duas licenças gerais que permitem operações e novos contratos no setor de petróleo e gás da Venezuela, com restrições a empresas da Rússia, Irã e China

Os Estados Unidos emitiram duas licenças gerais que liberam grandes petrolíferas globais a retomar atividades na Venezuela, e também autorizam novos contratos de investimento no setor energético.

A medida permite que empresas como Chevron, BP, Eni, Shell e Repsol retomem operações, e impõe proibições a transações com companhias da Rússia, do Irã e da China, e com entidades ligadas a esses países.

As licenças representam a maior flexibilização das sanções contra a Venezuela desde a captura e destituição do presidente Nicolás Maduro no mês passado, conforme informação divulgada pelo g1

O que autorizam as novas licenças

Uma das licenças, emitida pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros, ligado ao Departamento do Tesouro dos EUA, autoriza a retomada de operações de petróleo e gás por empresas específicas, entre elas Chevron, BP, Eni, Shell e Repsol.

A segunda licença abre caminho para que companhias globais firmem contratos para novos investimentos no setor energético venezuelano, e autoriza fornecimento de bens, tecnologia, software e serviços dos EUA para exploração e produção de petróleo e gás.

Limitações e condição sobre os lucros

As regras proíbem transações com empresas da Rússia, do Irã e da China, e com entidades controladas por joint ventures ligadas a pessoas desses países, mantendo uma delimitação geopolítica clara.

O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, afirmou que as vendas de petróleo desde a captura de Maduro somaram US$ 1 bilhão e podem alcançar US$ 5 bilhões nos próximos meses, e que os lucros das vendas serão controlados pelos EUA até que a Venezuela estabeleça um “governo representativo”.

Contexto político e econômico

Os EUA mantêm sanções contra a Venezuela desde 2019, durante a gestão do então presidente Donald Trump, e agora a administração busca atrair investimentos na ordem de US$ 100 bilhões para a indústria petrolífera do país.

Desde o mês passado, o Tesouro norte-americano já havia emitido licenças para facilitar exportações, armazenamento, importações e vendas de petróleo venezuelano, além de autorizar fornecimento de equipamentos e serviços para a indústria local.

Reação das empresas e do setor

O governo venezuelano confiscou os ativos da ExxonMobil e da ConocoPhillips em 2007, durante a gestão de Hugo Chávez, e a administração norte-americana agora tenta atrair essas empresas de volta.

Em reunião na Casa Branca, o CEO da ExxonMobil disse que a Venezuela era “inviável para investimentos”, e segundo Wright, a Exxon está em negociações com o governo venezuelano e coletando dados sobre o setor petrolífero, embora a empresa não tenha comentado oficialmente.

Analistas apontam que a flexibilização das sanções pode acelerar a recuperação da produção de petróleo da Venezuela, mas também levanta questões sobre controle dos recursos, segurança jurídica e o impacto geopolítico na região.

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