quinta-feira, junho 4, 2026

EUA liberam US$ 565 milhões para mineradora Serra Verde, investimento estratégico em terras raras brasileiras com possível participação do governo americano

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Operação por meio da DFC busca refinanciar dívidas e ampliar produção de óxidos em Goiás, mina rica em disprósio e térbio, elementos cruciais para tecnologia e defesa

Acordo financeiro entre Estados Unidos e a mineradora brasileira Serra Verde promete acelerar a cadeia de terras raras no Brasil, com impacto em setores como automotivo, energia e defesa.

O recurso deve permitir a empresa melhorar condições de crédito e expandir extração e refino, enquanto Washington amplia ações para reduzir dependência da China em minerais críticos.

Analistas veem a operação como parte de uma estratégia geoeconômica mais ampla dos EUA, voltada a garantir fornecimento seguro de terras raras essenciais para tecnologias avançadas.

conforme informação divulgada pelo g1

Detalhes do financiamento

O governo dos Estados Unidos fechou um acordo de financiamento no valor de US$565 milhões com a mineradora brasileira de terras raras Serra Verde, que inclui a opção de adquirir uma participação minoritária, informou a empresa nesta quinta-feira.

O financiamento será feito pela Corporação Financeira dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional, DFC, e a Serra Verde informou que usará os recursos para refinanciar linhas de crédito em condições mais favoráveis e para expandir a produção.

A Serra Verde utilizará o financiamento da Corporação Financeira dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (DFC) para refinanciar linhas de crédito em condições mais favoráveis e expandir a produção, informou em comunicado.

Perfil da mina e metas de produção

A mina da Serra Verde, em Minaçu, no Estado de Goiás, é de capital fechado e é rica em terras raras pesadas, com concentração elevada de disprósio e térbio, dois minerais considerados críticos.

A empresa iniciou a produção comercial no início de 2024 em Minaçu, no Estado de Goiás, e ainda não atingiu a produção total, que deve ser de cerca de 6.500 toneladas de óxidos de terras raras por ano até 2027.

Os óxidos extraídos da Serra Verde servem como matéria prima para componentes em eletrônicos, automóveis elétricos, equipamentos médicos, robótica e aplicações aeroespaciais e de defesa.

Implicações geopolíticas e de mercado

O pacote anunciado pelo governo americano integra medidas para montar um bloco comercial preferencial para minerais críticos, estabelecer preços mínimos e reduzir a influência chinesa no mercado de terras raras, segundo autoridades norte-americanas.

Para investidores e governos, a operação amplia a segurança de fornecimento e pode atrair novas rodadas de financiamento e parcerias industriais, alterando fluxos comerciais e cadeias de valor.

A Serra Verde é controlada por grupos de private equity, entre eles Denham Capital, Energy and Minerals Group e Vision Blue, liderado pelo ex-diretor da Xstrata, Mick Davis, o que pode facilitar a execução da expansão prevista.

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