EUA apresentam plano de paz com zona desmilitarizada e gestão conjunta de usina nuclear na Ucrânia
Uma nova e detalhada proposta foi enviada pelos Estados Unidos à Rússia, visando a resolução do conflito na Ucrânia. O plano, com 20 pontos, foi formulado após intensas negociações entre delegações americanas e ucranianas, com o objetivo de estabelecer um caminho para a paz e a estabilidade na região.
Entre as principais sugestões, destaca-se a criação de uma potencial zona desmilitarizada e econômica ao longo da linha de frente atual, além da proposta de uma gestão conjunta para a usina nuclear de Zaporizhzhia. O plano também aborda garantias de segurança robustas para a Ucrânia e a reafirmação de sua soberania.
Conforme informação divulgada pelo G1, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, detalhou a proposta em uma coletiva de imprensa, ressaltando que, apesar dos avanços, ainda não há consenso sobre os territórios em disputa. A Rússia confirmou o recebimento do plano e informou que elaborará uma resposta em breve.
Detalhes da Proposta Americana para o Conflito na Ucrânia
A proposta reformada, fruto de dias de negociações, inclui a reafirmação da **soberania da Ucrânia** e um acordo de não agressão com mecanismos de monitoramento. A Ucrânia receberia **garantias de segurança robustas** e poderia manter um exército de até 800 mil soldados. Os Estados Unidos, a Otan e países europeus ofereceriam garantias similares ao Artigo 5 da Otan, prevendo defesa mútua.
A Rússia, por sua vez, formalizaria uma política de não agressão em relação à Europa e à Ucrânia, com a aprovação necessária na Duma Estatal. A Ucrânia se tornaria membro da União Europeia em data definida e teria acesso preferencial ao mercado europeu. Um pacote global de desenvolvimento, visando levantar **US$ 800 bilhões** para a recuperação ucraniana, também está previsto, além da aceleração de um acordo de livre-comércio com os EUA.
Gestão da Usina Nuclear de Zaporizhzhia e Questão Territorial
Um dos pontos mais inovadores da proposta é a sugestão de que a usina nuclear de Zaporizhzhia seja operada conjuntamente por Ucrânia, Estados Unidos e Rússia, com 33% de participação para cada país. A Ucrânia, no entanto, propõe uma operação igualitária entre Kiev e Washington, com a Ucrânia recebendo metade da energia produzida e os EUA destinando o restante como preferirem.
A questão territorial permanece como o ponto mais complexo. Os Estados Unidos propuseram a criação de **zonas desmilitarizadas e econômicas** na linha de frente da região de Donetsk controlada pela Ucrânia. A Rússia busca a retirada de tropas ucranianas de áreas que ainda controla em Donetsk, enquanto Kiev deseja a interrupção dos combates nas linhas atuais.
Compromissos e Mecanismos de Monitoramento para a Paz
O acordo prevê que, após a definição dos arranjos territoriais, Rússia e Ucrânia se comprometam a não alterar as linhas combinadas pela força. A Rússia não impedirá o uso do rio Dnipro e do Mar Negro para fins comerciais pela Ucrânia, com a celebração de um acordo marítimo separado. A saída do Dnipro para o mar, em Kinburn, será desmilitarizada.
Um comitê humanitário será criado para resolver questões como a troca de prisioneiros de guerra, a libertação de civis detidos e o auxílio às vítimas do conflito. A Ucrânia deverá realizar eleições o mais rápido possível após a assinatura do acordo. A implementação do pacto será monitorada por um **Conselho de Paz**, presidido pelo presidente Trump, com participação da Ucrânia, Europa, Otan, Rússia e Estados Unidos, prevendo sanções em caso de violações.
Uma vez que todas as partes concordem com o acordo, um **cessar-fogo total entrará imediatamente em vigor**, marcando o início de uma nova fase nas relações entre os países envolvidos no conflito.