quinta-feira, junho 4, 2026

EUAInterceptam 3º Petroleiro Perto da Venezuela: Maduro Acusa “Corsários” em “Terrorismo Psicológico”

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EUA interceptam terceiro petroleiro perto da Venezuela em meio a sanções e acusações de “corsários”

Os Estados Unidos interceptaram um terceiro navio petroleiro nas proximidades da Venezuela, segundo informações divulgadas por agências de notícias. O local e a data exatos da interceptação não foram detalhados, mas a ação se intensifica a pressão americana sobre o regime de Nicolás Maduro.

De acordo com a Bloomberg, o petroleiro em questão estava a caminho da Venezuela para ser carregado. A Reuters, por sua vez, informou que a embarcação utilizava bandeira falsa e já era alvo de sanções impostas pelos Estados Unidos.

Um oficial do governo americano confirmou à Reuters que o petroleiro interceptado neste domingo estava sob sanções econômicas, alinhado com o anúncio de um “bloqueio total” de embarcações relacionadas à Venezuela feito pelo presidente Donald Trump. No entanto, outra embarcação apreendida no sábado não constava na lista de sanções dos EUA.

Maduro denuncia “campanha de agressão” e “terrorismo psicológico”

Em resposta às interceptações, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, utilizou suas redes sociais para afirmar que seu país enfrenta “uma campanha de agressão de terrorismo psicológico e corsários que assaltaram petroleiros”. Ele declarou que a Venezuela está preparada para “acelerar a marcha da Revolução profunda”.

Maduro já havia classificado o bloqueio anunciado por Trump como uma “ameaça grotesca” e “absolutamente irracional”, além de “pirataria internacional”. O governo venezuelano garantiu que as apreensões “não ficarão impunes”.

Sanções e bloqueio como estratégia de pressão

A apreensão de navios petroleiros faz parte da estratégia do governo Trump para pressionar o regime de Maduro. As ações incluem uma ampla mobilização militar no Caribe, sobrevoos no espaço aéreo venezuelano e ataques a embarcações, com o objetivo de **estrangular a economia venezuelana**, que depende fortemente das exportações de petróleo.

A Venezuela possui a **maior reserva comprovada de petróleo do planeta**, com cerca de 303 bilhões de barris. Contudo, grande parte desse petróleo é extra-pesado, exigindo tecnologia e investimentos sofisticados para sua extração e refino, o que tem sido dificultado pelas sanções internacionais.

O petróleo venezuelano é considerado **adequado para as refinarias norte-americanas**, especialmente as localizadas na Costa do Golfo. Assim, os EUA buscam favorecer sua própria economia ao mesmo tempo em que **pressionam a produção e as exportações de petróleo da Venezuela**, um setor vital para a sustentação do governo Maduro.

Impacto no mercado de petróleo e “frota fantasma”

Desde que os EUA impuseram sanções ao setor de energia venezuelano em 2019, comerciantes e refinarias têm recorrido a uma **”frota fantasma” de navios-tanque**. Essas embarcações ocultam sua localização ou utilizam bandeiras de conveniência para burlar as restrições, incluindo navios sancionados por transportar petróleo do Irã ou da Rússia.

A China é a principal compradora do petróleo bruto venezuelano. No entanto, a falta de capacidade de armazenamento em Caracas, devido às medidas americanas que impedem embarcações de atracar ou deixar portos venezuelanos, já tem gerado dificuldades para o país.

Se o embargo se mantiver, a perda de quase um milhão de barris por dia na oferta de petróleo bruto pode **pressionar os preços do petróleo para cima** globalmente. A chefe de gabinete da Casa Branca, Susie Wiles, afirmou que Trump “quer continuar explodindo barcos até Maduro gritar ‘tio'”, indicando a determinação da administração americana em intensificar as ações.

Os Estados Unidos já apreenderam anteriormente o petroleiro Centuries, em 20 de junho, e o Skipper, em 10 de dezembro. Essas ações se somam a outras medidas de pressão, como sanções contra parentes de Maduro e contra empresas e navios que operam na Venezuela.

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