quinta-feira, junho 4, 2026

Exercício militar no Estreito de Ormuz, Irã realiza nova manobra antes de negociações nucleares com os EUA em Genebra, Guarda Revolucionária diz testar prontidão

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Exercício militar no Estreito de Ormuz ocorre na véspera do encontro entre negociadores iranianos e norte-americanos em Genebra, aumento das tensões perto de rotas de petróleo

O Irã realizou um novo exercício militar no Estreito de Ormuz, em um movimento que precede uma rodada de negociações entre representantes de Teerã e dos EUA em Genebra.

A Marinha da Guarda Revolucionária afirmou que as manobras visam testar a prontidão diante de ameaças, em meio a uma escalada de tensão com Washington, e navios de guerra americanos permanecem na região.

Conforme informação divulgada pelo g1

O que diz a Guarda Revolucionária e o objetivo do exercício militar no Estreito de Ormuz

Em comunicado, a Marinha da Guarda Revolucionária declarou que os exercícios no Estreito de Ormuz têm como objetivo testar a prontidão diante de “possíveis ameaças de segurança e militares”, segundo a agência Tasnim.

Essa é a segunda vez, na atual escalada de tensões com os EUA, que a guarda realiza manobras no estreito, uma região sensível por conta da passagem de grande parte do petróleo mundial.

Incidentes recentes e presença militar americana

Os exercícios anteriores, realizados entre o final de janeiro e início de fevereiro, já haviam aumentado as tensões. Na ocasião, militares iranianos testaram a reação dos EUA em dois episódios distintos, conforme relata a cobertura.

Em um deles, um drone Shahed-139 foi abatido próximo ao porta-aviões USS Abraham Lincoln, em outro, dois barcos iranianos tentaram interceptar um petroleiro dos EUA, mas foram repelidos. Os Estados Unidos mantêm dezenas de navios de guerra na área, incluindo o grupo de ataque do USS Abraham Lincoln e, mais recentemente, o USS Gerald Ford.

Negociações nucleares em Genebra e diferenças entre Irã e EUA

Negociadores iranianos e norte-americanos se reúnem novamente em Genebra, em encontros marcados para terça e quarta-feira, com o objetivo de avançar nas tratativas sobre o programa nuclear do Irã.

Houve uma primeira rodada no Omã em 6 de fevereiro, descrita pelo chanceler iraniano como uma “atmosfera muito positiva”. Ainda assim, as diferenças permanecem, porque Washington exige o fim dos programas nuclear e de mísseis e a interrupção do apoio a grupos armados regionais, enquanto Teerã diz que negociará apenas seu programa nuclear.

A principal autoridade nuclear iraniana afirmou que o país está disposto a diluir seu estoque de urânio enriquecido em troca do fim das sanções. Segundo a AIEA, o Irã tem cerca de 440 kg de urânio enriquecido a 60%, perto do nível de uma bomba nuclear.

Riscos para a navegação e repercussões internacionais

Exercícios militares no estreito tendem a escalar ainda mais as tensões, porque a região é considerada sensível por conta dos 30% do volume mundial de petróleo que passam por ali.

O presidente dos EUA, Donald Trump, alterna entre indicar esperança por um acordo e ameaças diretas ao regime de Khamenei. Na semana passada, Trump ameaçou tomar “medidas muito duras” contra o Irã caso as negociações fracassem, segundo a cobertura.

O cenário combina riscos operacionais para navios comerciais e pressão diplomática nas conversas em Genebra, enquanto cada movimento militar pode influenciar o tom das negociações nucleares.

Analistas dizem que, além do impacto imediato na segurança marítima, a continuidade de exercícios e incidentes pode reduzir espaço para concessões diplomáticas, e aumentar o custo político de qualquer acordo futuro.

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