Exportação de café em 2025, Brasil embarca 40,049 milhões de sacas e sofre queda de 20,8%, mas registra receita recorde de US$ 15,6 bilhões, diz Cecafé
Cecafé indica que a exportação de café caiu em volume para 121 países, porém o preço médio subiu para US$ 389,17 a saca e elevou a receita histórica em 2025
A exportação brasileira de café teve comportamento paradoxal em 2025, com menor volume embarcado, mas com faturamento recorde.
Enquanto o volume recuou, o aumento dos preços no mercado internacional pressionou a receita para cima, compensando a menor quantidade vendida.
Os dados oficiais foram divulgados pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil, Cecafé, e compilados pela imprensa, conforme informação divulgada pelo g1.
Os números que explicam a alta da receita
Segundo o Cecafé, a exportação brasileira de café alcançou uma receita recorde em 2025, de US$ 15,6 bilhões.
O país embarcou 40,049 milhões de sacas de 60 kg de todos os tipos para 121 países entre janeiro e dezembro de 2025, o que representou uma queda de 20,8% em relação a 2024.
Apesar do recuo no volume, a receita subiu 24,1% na comparação anual, refletindo preços mais altos por saca.
Por que a receita subiu mesmo com menos volume
Um dos principais motivos para a maior receita foi o aumento do preço médio da saca. Em 2024 o valor médio foi US$ 248,36, e em 2025 esse valor subiu para US$ 389,17.
O impulso nos preços foi atribuído à menor disponibilidade de café no mercado internacional, o que elevou a cotação e o faturamento total das exportações.
Impactos para produtores e mercado interno
A combinação de menor volume exportado e preços mais altos pode ter efeitos mistos para o setor, beneficiando renda por saca, mas também sinalizando restrição de oferta.
Produtores, traders e compradores internacionais devem ajustar estratégias, diante de um cenário em que a exportação de café rende mais em dinheiro, mesmo com menos sacas sendo embarcadas.
O que observar em 2026
Para 2026, a atenção do mercado estará na oferta global e nas condições climáticas, que influenciam diretamente a disponibilidade do grão e, consequentemente, os preços.
Analistas e agentes da cadeia produtiva acompanham os estoques e a demanda internacional para entender se a exportação de café voltará a crescer em volume ou se a tendência de receita elevada continuará atrelada a preços mais altos.