Fábrica de bilionários em SC amplia aposta na indústria de baterias para armazenar energia renovável, WEG investe em tecnologia e mercado local se transforma

Expansão da indústria de baterias em Santa Catarina foca armazenamento de energia solar e eólica, com soluções da WEG que ajudam a equilibrar oferta e demanda do sistema elétrico

A unidade apelidada de “fábrica de bilionários” em Santa Catarina vai além da produção tradicional, e agora direciona investimentos para a indústria de baterias, com foco no armazenamento de fontes renováveis.

O movimento busca aproveitar picos de geração solar e eólica, convertendo produção excedente em capacidade armazenada para uso quando a produção cai, e oferecer flexibilidade à rede elétrica.

Tecnologia da WEG permite guardar a energia de fontes renováveis, como solar e eólica, gerada em momentos de maior produção., conforme informação divulgada pelo g1

Como funciona a nova aposta na indústria de baterias

A estratégia consiste em integrar baterias a sistemas solares e eólicos, armazenando a energia gerada em momentos de maior produção, e disponibilizando-a quando houver menor geração. Essa combinação aumenta a confiabilidade do fornecimento, reduz perdas e ajuda a estabilizar preços.

Na prática, a indústria de baterias atua como um amortecedor, acumulando energia em períodos de sobra, e liberando conforme a demanda, sem depender exclusivamente da geração em tempo real.

O papel da WEG e o diferencial tecnológico

A WEG fornece tecnologia que permite guardar energia, integrando componentes, sistemas de gestão e serviços de instalação. A empresa aproveita experiência em eletrificação para oferecer soluções escaláveis, que podem ser aplicadas desde pequenas instalações até projetos em escala de rede.

Com essa tecnologia, projetos solares e eólicos ganham maior previsibilidade econômica, porque parte da energia deixa de ser desperdiçada nos horários de pico de geração.

Impactos econômicos e no mercado regional

O investimento em indústria de baterias tende a atrair fornecedores, mão de obra especializada e investimentos locais, ampliando a cadeia produtiva em Santa Catarina. Além disso, pode reduzir a dependência de fontes fósseis em horários críticos, e estimular novos modelos de negócios como contratos de armazenamento e serviços auxiliares à rede.

Apesar de ainda incipiente em escala nacional, a adoção de baterias em projetos renováveis deve acelerar, motivada por políticas públicas, redução de custos e pela necessidade de maior flexibilidade do sistema elétrico.

O que esperar a curto e médio prazo

A curto prazo, a expansão deve focar em integração a usinas solares e parques eólicos já em operação, e em projetos-piloto que testem modelos comerciais. A médio prazo, a consolidação da indústria de baterias pode apoiar maior participação das renováveis na matriz elétrica, e oferecer serviços de estabilidade ao sistema.

O avanço depende de investimentos contínuos, regulamentação clara e incentivos que valorizem o armazenamento, e a iniciativa em Santa Catarina é vista como um passo relevante nessa trajetória.