FGC inicia atendimento a credores do Banco Master neste sábado, com orientações sobre cobertura por CPF ou CNPJ até R$ 250 mil por instituição, documentos e cuidados para não cair em golpes
O Fundo Garantidor de Créditos, FGC, começará a receber pedidos de ressarcimento de clientes e investidores do Banco Master a partir deste sábado, segundo comunicados públicos.
O atendimento visa garantir o pagamento das coberturas previstas por lei para depósitos e aplicações elegíveis, dentro do limite por CPF ou CNPJ por instituição.
Além do suporte formal, o FGC e autoridades chamam atenção para tentativas de fraude que costumam surgir nessas situações, e orientam os credores a seguir canais oficiais.
conforme informação divulgada pelo g1
Quem tem direito e qual é o limite de cobertura
O FGC protege saldos de correntistas e investidores até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição. A indenização considera o valor investido acrescido dos rendimentos acumulados até a data da liquidação, respeitando o teto.
⚠️ EXEMPLO: Quem tinha R$ 180 mil investidos e R$ 100 mil para receber em rendimentos terá acesso a até R$ 250 mil. O valor que exceder esse limite deve ser solicitado no processo de liquidação conduzido pelo BC.
Entre os produtos que entram nas regras do FGC estão CDB e Recibo de Depósito Bancário (RDB); Letra de Crédito Imobiliário (LCIs) e Letra de Crédito do Agronegócio (LCAs), desde que emitidos pela instituição em liquidação.
O que não é coberto pelo FGC
Não têm direito à cobertura do FGC os investidores que aplicaram em produtos sem garantia do fundo, como debêntures, certificados de recebíveis e fundos de investimento. Nesses casos, o recurso aplicado entra na fila da liquidação e só será recuperado se houver recursos suficientes.
Produtos mencionados que não têm proteção automática incluem debêntures, Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs), fundos de investimento e títulos emitidos fora do sistema de proteção.
Como pedir ressarcimento e evitar golpes
O pedido de ressarcimento deve ser feito pelos canais oficiais do FGC, mediante apresentação de documentos que comprovem saldos e aplicações. Evite intermediários e ofertas de agilização por terceiros, verifique sempre os canais oficiais.
Em nota, o presidente do FGC alertou sobre tentativas de fraude, e disse, exatamente, “Infelizmente, esse é um problema que afeta todo o sistema financeiro, e o processo de pagamento de garantias pelo FGC também pode ser alvo de criminosos”, acrescentou Daniel, Lima, do FGC.
Para se proteger, confirme informações apenas nos canais do FGC e do Banco Central, não compartilhe senhas ou códigos e desconfie de mensagens que exijam pagamentos para liberação do ressarcimento.
Contexto da liquidação do Banco Master
A instituição de Daniel Vorcaro foi liquidada no dia 18 de dezembro de 2025 pelo Banco Central. O banco já operava sob risco de falência devido ao alto custo de captação e à exposição a investimentos considerados arriscados, com remunerações muito acima do padrão de mercado.
Tentativas de venda, como a proposta do Banco de Brasília (BRB), não avançaram. As negociações foram interrompidas por questionamentos de órgãos de controle, falta de transparência, pressões políticas e menções ao Master em investigações, segundo relatos públicos.
O sinal de alerta no mercado aumentou quando o banco passou a oferecer produtos com remunerações muito superiores ao padrão, especialmente CDBs, o que chamou atenção de reguladores e investidores.