FGC deve pagar R$ 51,8 bilhões após liquidações do Master, Will Bank e Banco Pleno, entenda quem recebe, limites e como pedir a garantia
FGC estima desembolsos de R$ 51,8 bilhões, incluindo R$ 40,6 bi para Master, R$ 6,3 bi para Will Bank e R$ 4,9 bi para Banco Pleno, saiba os passos
O Fundo Garantidor de Créditos, o FGC, deve desembolsar cerca de R$ 51,8 bilhões para clientes e investidores afetados pelas liquidações extrajudiciais dos bancos Master, Will Bank e Banco Pleno.
Os valores são estimativas do próprio fundo, e o montante será pago a credores que fizerem a solicitação formal, respeitando o limite de cobertura do FGC.
Os detalhes sobre os valores por instituição, os prazos e os procedimentos de solicitação foram divulgados e consolidados em reportagens recentes, conforme informação divulgada pelo g1.
Quanto o FGC vai pagar e para quem
O FGC estima o pagamento de R$ 40,6 bilhões a clientes e investidores do Banco Master. Para o Will Bank, a previsão é de R$ 6,3 bilhões, valor sujeito a alteração após a consolidação final da lista de credores.
Com a liquidação extrajudicial do Banco Pleno, decretada pelo Banco Central, o fundo projeta pagamentos de R$ 4,9 bilhões a credores da instituição. A estimativa do FGC é que o Banco Pleno tenha cerca de 160 mil clientes com direito ao pagamento de garantias.
O limite de cobertura do FGC é de R$ 250 mil por pessoa e por instituição, portanto valores que excederem esse teto permanecem sujeitos ao processo de liquidação e ao pagamento de credores quirografários.
Como solicitar a garantia do FGC e prazos
Após a nomeação do liquidante pelo Banco Central, este envia ao FGC a relação dos beneficiários e os valores devidos. A consolidação dessa lista exige um prazo que varia conforme a instituição.
O credor precisa manifestar interesse no recebimento, pois o pagamento não é automático, sendo necessária a formalização da cessão de créditos com sub-rogação de direitos ao FGC.
Pessoas físicas devem pedir a garantia pelo aplicativo do FGC, enquanto pessoas jurídicas devem usar o site do fundo. Após o cadastro e a assinatura digital do termo, e estando os dados bancários corretos, o FGC efetiva o pagamento em até 48 horas úteis, direto na conta do credor.
O que motivou as liquidações e quais são os próximos passos
O Banco Central informou que a liquidação do Banco Pleno ocorreu após agravamento da situação econômico-financeira e dificuldade para pagar obrigações diárias, além de descumprimento de normas e determinações da autoridade reguladora.
Na nota oficial citada pela reportagem, o Banco Central afirmou, “A liquidação extrajudicial foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, com deterioração da situação de liquidez, bem como por infringência às normas que disciplinam a sua atividade e inobservância das determinações do Banco Central do Brasil.“
O Banco Pleno, antes conhecido como Banco Voiter, integrava o mesmo conglomerado do Banco Master até ser vendido no segundo semestre do ano passado, junto com a Pleno DTVM, que também teve a liquidação decretada.
Com as liquidações do Master, do Will Bank e agora do Pleno, o processo de liquidação envolve nomeação de liquidante, consolidação das listas de credores e comunicação pelo FGC para que clientes solicitem a garantia. Quem não manifestar interesse, não receberá o valor garantido automaticamente.
O que os correntistas precisam acompanhar
Clientes e investidores devem acompanhar comunicados oficiais do liquidante e do FGC, confirmar a elegibilidade e preparar documentos para a solicitação. Quem possuir valores acima de R$ 250 mil deve monitorar o processo de liquidação, pois a parcela excedente será tratada na massa falida.
Informações oficiais e atualizações serão divulgadas pelo Banco Central, pelo liquidante e pelo próprio FGC, e os prazos e valores podem ser ajustados conforme a conclusão das listas de credores e o andamento das apurações.