FGC e Banco Master: app tem instabilidade no primeiro dia de pagamentos, risco de golpes e dúvidas sobre cobertura de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ

No primeiro dia de pagamentos da liquidação do banco Master, usuários relataram falhas no aplicativo do FGC, e autoridades alertam para tentativas de fraude e dúvidas sobre a cobertura

O aplicativo do FGC apresentou instabilidade no primeiro dia em que começaram os pagamentos relacionados à liquidação do banco Master, gerando filas de atendimento e confusão entre correntistas e investidores.

Além do problema técnico, autoridades do fundo e especialistas alertam para o aumento de tentativas de golpe neste momento em que clientes buscam receber recursos garantidos.

As informações sobre a instabilidade, os riscos e os critérios de cobertura foram tratadas publicamente em comunicados e entrevistas, conforme informação divulgada pelo g1.

Como funciona a cobertura do FGC

O FGC garante saldos de correntistas e investidores até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição. A proteção vale para aplicações como CDB, Recibo de Depósito Bancário RDB, Letra de Crédito Imobiliário LCIs e Letra de Crédito do Agronegócio LCAs, quando há intervenção ou liquidação da instituição.

A indenização considera o valor investido somado aos rendimentos acumulados até a data da liquidação, limitado ao teto de R$ 250 mil.

⚠️ EXEMPLO: Quem tinha R$ 180 mil investidos e R$ 100 mil para receber em rendimentos terá acesso a até R$ 250 mil. O valor que exceder esse limite deve ser solicitado no processo de liquidação conduzido pelo BC.

Quem não está protegido

Não têm direito à cobertura do FGC investidores que aplicaram em produtos sem garantia do fundo, como debêntures, Certificados de Recebíveis Imobiliários CRIs, Certificados de Recebíveis do Agronegócio CRAs, fundos de investimento e títulos emitidos fora do sistema de proteção.

Nestes casos, não há indenização automática, e o valor investido entra na fila da liquidação, podendo ser recuperado apenas se houver recursos suficientes após o pagamento das obrigações prioritárias.

O caso do Banco Master e os riscos

A instituição de Daniel Vorcaro foi liquidada no dia 18 de dezembro de 2025 pelo Banco Central. O banco já operava sob risco de falência por causa do alto custo de captação e da exposição a investimentos considerados arriscados, com juros muito acima do padrão de mercado.

Tentativas de venda, como a proposta do Banco de Brasília BRB, não avançaram. Todas foram interrompidas por questionamentos de órgãos de controle, falta de transparência, pressões políticas e menções ao Master em investigações.

O sinal de alerta no mercado ficou mais evidente quando o banco passou a oferecer produtos com remunerações muito acima do padrão, principalmente os CDBs emitidos pela instituição.

Orientações para correntistas e investidores

O presidente do FGC, Daniel Lima, alertou sobre o risco de fraudes e pediu cuidado com contatos que peçam dados pessoais ou transfiram pessoas para sites ou aplicativos desconhecidos. “Infelizmente, esse é um problema que afeta todo o sistema financeiro, e o processo de pagamento de garantias pelo FGC também pode ser alvo de criminosos”, acrescentou Daniel, Lima, do FGC.

Para reduzir riscos, confira comunicações oficiais do FGC e do Banco Central, não compartilhe senhas ou códigos, e prefira canais oficiais para acompanhar pagamentos. Em caso de dúvida, procure o atendimento do seu banco e os canais de comunicação do FGC.