Entidades financeiras, incluindo ABBC e ABBI, alertam para e-mails, apps e links falsos que imitam o FGC, saiba como pedir a garantia, verificar pedidos e não cair em golpes
Golpistas estão se aproveitando da alta procura pelo pagamento das garantias do Fundo Garantidor de Créditos para tentar obter dados pessoais ou pagamentos indevidos. Investidores e correntistas têm recebido mensagens, links e aplicativos falsos que simulam comunicações oficiais, com promessas de agilizar o recebimento dos valores.
As tentativas incluem envio de e-mails e mensagens falsas, páginas e apps clonados, pedidos de pagamentos antecipados e uso de links maliciosos, segundo comunicado conjunto de entidades do setor financeiro. As orientações oficiais destacam cautela e o uso apenas dos canais institucionais para solicitar informações e pagamentos.
Conforme informação divulgada pelo g1, vítimas devem ignorar comunicações fora dos canais do fundo e seguir os passos oficiais para pedir a garantia.
Como funcionam os golpes que miram o pagamento do FGC
As fraudes se apresentam de várias formas, em geral imitando o nome e o visual do FGC ou de outras instituições financeiras, isso para induzir pessoas a fornecerem dados pessoais, bancários ou cadastrarem senhas em sites e apps falsos. Os golpistas também solicitam pagamentos indevidos ou antecipados, sob a promessa de liberar ou agilizar o ressarcimento.
Segundo as instituições, as principais tentativas de golpe envolvem, envio de e-mails, mensagens e outras comunicações falsas que simulam contatos institucionais, divulgação de links, páginas e aplicativos fraudulentos, solicitação de pagamentos indevidos ou antecipados, uso indevido de ferramentas de recuperação de senha e circulação de aplicativos não oficiais em plataformas digitais.
Quem tem direito e quais são os valores garantidos
O Fundo garante depósitos e aplicações em caso de liquidação ou intervenção da instituição. Conforme o g1, “Os saldos de correntistas e investidores são protegidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição”, e a indenização considera o valor investido somado aos rendimentos até a data da liquidação, limitada ao teto de R$ 250 mil.
No Caso Master, “O FGC começou a receber na última segunda (19) os pedidos de ressarcimento dos investidores que compraram Certificados de Crédito Bancário (CDBs) do Master”, e, “Ao todo, cerca de 800 mil credores têm direito ao ressarcimento”, conforme informações do g1.
O g1 também informa que “o valor total a ser pago em garantias será de R$ 40,6 bilhões, contra a estimativa inicial de R$ 41,3 bilhões”, e que valores acima do limite de cobertura permanecem sujeitos ao processo de liquidação do banco, integrando a massa falida.
Como solicitar o ressarcimento pelo FGC e o que evitar
Para pessoas físicas, o pedido de pagamento da garantia deve ser feito pelo aplicativo do FGC, disponível no Google Play e na Apple Store. No aplicativo, é possível conferir as instituições em regime especial e se já é possível solicitar o pagamento, além de acompanhar o pedido via notificações.
O processo exige cadastro com nome, CPF e data de nascimento, a solicitação do pagamento quando a etapa estiver disponível, a indicação de uma conta bancária de titularidade do beneficiário, validação biométrica e envio de documentos, quando solicitados. Para pessoas jurídicas, o pedido é feito pelo Portal do Investidor.
O g1 relata que “Com as informações recebidas, o FGC liberou em 17 de janeiro a solicitação no aplicativo para que os credores cadastrem a conta bancária, façam a validação da biometria e o envio de documentos”, e que a liberação costuma ocorrer em até 48 horas úteis depois da assinatura do termo, quando os dados estão corretos.
Importante, o FGC e entidades do setor orientam que, em hipótese alguma, se faça pagamentos para receber a garantia, não se forneçam dados por canais não oficiais e não se clique em links desconhecidos ou se baixe aplicativos fora das lojas oficiais.
Checagens finais e canais oficiais
Para conferir a autenticidade de comunicações, busque apenas os canais institucionais do FGC e do Banco Central, e ouça orientações de associações do setor, como a ABBC e a ABBI. Em caso de dúvidas sobre o pagamento da garantia, o FGC orienta que correntistas e investidores entrem em contato pelo e-mail [email protected].
Se receber mensagens suspeitas, não responda, não clique em links e não informe senhas ou códigos recebidos por SMS. Ao optar por baixar aplicativos, utilize exclusivamente as lojas oficiais e confirme que o app é o do FGC, evitando versões não oficiais que podem capturar dados.
Seguir essas medidas reduz o risco de cair em golpes enquanto as instituições concluem os pagamentos da garantia aos credores do Banco Master e do Will Bank.