FGC inicia atendimento para pedidos de ressarcimento dos credores do Banco Master, entenda quem tem direito, o prazo de pagamento e as principais regras de cobertura
O Fundo Garantidor de Créditos, FGC, começa a receber neste sábado os pedidos de ressarcimento dos credores do Banco Master, após a liquidação da instituição pelo Banco Central.
O pagamento, segundo a direção do FGC, será feito em até dois dias úteis para quem estiver dentro das regras de cobertura, e o processo vem acompanhado de alertas sobre tentativas de golpe.
Conforme informação divulgada pelo g1, a medida busca agilizar o atendimento a correntistas e investidores afetados pela liquidação da instituição.
Contexto da liquidação
O Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro, foi liquidado no dia 18 de dezembro de 2025 pelo Banco Central, após operar sob risco de falência devido ao alto custo de captação e à exposição a investimentos considerados arriscados, com juros muito acima do padrão de mercado.
Tentativas de venda da instituição, como a proposta do Banco de Brasília, não avançaram, e todas foram interrompidas por questionamentos de órgãos de controle, falta de transparência, pressões políticas e menções ao Master em investigações.
No mercado, o sinal de alerta ficou mais claro quando o banco passou a oferecer produtos com remunerações bem acima do padrão, especialmente os CDBs emitidos pela instituição.
Quem está protegido pelo FGC e como funciona o ressarcimento
O FGC cobre saldos de correntistas e investidores até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição. A garantia vale para aplicações como CDB e Recibo de Depósito Bancário, Letra de Crédito Imobiliário, e Letra de Crédito do Agronegócio.
A indenização considera o valor investido somado aos rendimentos acumulados até a data da liquidação, limitada ao teto de R$ 250 mil. Pagamento acontece em até dois dias úteis, segundo diretor presidente do FGC, Daniel Lima.
⚠️ EXEMPLO: Quem tinha R$ 180 mil investidos e R$ 100 mil para receber em rendimentos terá acesso a até R$ 250 mil. O valor que exceder esse limite deve ser solicitado no processo de liquidação conduzido pelo BC.
O que não tem cobertura
Não têm direito à cobertura do FGC produtos sem garantia do fundo, como debêntures, certificados de recebíveis imobiliários, certificados de recebíveis do agronegócio, fundos de investimento e títulos emitidos fora do sistema de proteção.
Nesses casos, não há indenização automática, e todo o montante investido entra na fila de liquidação do banco e só poderá ser recuperado se houver recursos suficientes depois do pagamento das obrigações prioritárias.
Riscos de golpes e orientações do FGC
Em comunicado, o FGC alertou para tentativas de fraude no momento do pagamento das garantias. “Infelizmente, esse é um problema que afeta todo o sistema financeiro, e o processo de pagamento de garantias pelo FGC também pode ser alvo de criminosos”, acrescentou Daniel, Lima, do FGC.
Por isso, é importante checar comunicações oficiais do FGC e do Banco Central antes de fornecer dados pessoais ou bancários. O canal oficial para pedidos de ressarcimento será o próprio FGC, siga orientações divulgadas pelo órgão e prefira contato por meios oficiais.
Para credores com valores acima do limite de R$ 250 mil, o caminho é participar do processo de liquidação conduzido pelo Banco Central, onde serão avaliadas as possibilidades de recuperação do saldo excedente.
O acompanhamento das etapas do ressarcimento e das publicações oficiais facilita a recuperação, evita fraudes e garante que o credor saiba exatamente como e quando solicitar o pagamento pelo FGC ressarcimento credores Banco Master.