quinta-feira, junho 4, 2026

FGC ressarcimento credores Banco Master: como solicitar indenização de até R$ 250 mil, prazos de pagamento e cuidados para evitar golpes

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FGC inicia atendimento para pedidos de ressarcimento dos credores do Banco Master, entenda quem tem direito, o prazo de pagamento e as principais regras de cobertura

O Fundo Garantidor de Créditos, FGC, começa a receber neste sábado os pedidos de ressarcimento dos credores do Banco Master, após a liquidação da instituição pelo Banco Central.

O pagamento, segundo a direção do FGC, será feito em até dois dias úteis para quem estiver dentro das regras de cobertura, e o processo vem acompanhado de alertas sobre tentativas de golpe.

Conforme informação divulgada pelo g1, a medida busca agilizar o atendimento a correntistas e investidores afetados pela liquidação da instituição.

Contexto da liquidação

O Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro, foi liquidado no dia 18 de dezembro de 2025 pelo Banco Central, após operar sob risco de falência devido ao alto custo de captação e à exposição a investimentos considerados arriscados, com juros muito acima do padrão de mercado.

Tentativas de venda da instituição, como a proposta do Banco de Brasília, não avançaram, e todas foram interrompidas por questionamentos de órgãos de controle, falta de transparência, pressões políticas e menções ao Master em investigações.

No mercado, o sinal de alerta ficou mais claro quando o banco passou a oferecer produtos com remunerações bem acima do padrão, especialmente os CDBs emitidos pela instituição.

Quem está protegido pelo FGC e como funciona o ressarcimento

O FGC cobre saldos de correntistas e investidores até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição. A garantia vale para aplicações como CDB e Recibo de Depósito Bancário, Letra de Crédito Imobiliário, e Letra de Crédito do Agronegócio.

A indenização considera o valor investido somado aos rendimentos acumulados até a data da liquidação, limitada ao teto de R$ 250 mil. Pagamento acontece em até dois dias úteis, segundo diretor presidente do FGC, Daniel Lima.

⚠️ EXEMPLO: Quem tinha R$ 180 mil investidos e R$ 100 mil para receber em rendimentos terá acesso a até R$ 250 mil. O valor que exceder esse limite deve ser solicitado no processo de liquidação conduzido pelo BC.

O que não tem cobertura

Não têm direito à cobertura do FGC produtos sem garantia do fundo, como debêntures, certificados de recebíveis imobiliários, certificados de recebíveis do agronegócio, fundos de investimento e títulos emitidos fora do sistema de proteção.

Nesses casos, não há indenização automática, e todo o montante investido entra na fila de liquidação do banco e só poderá ser recuperado se houver recursos suficientes depois do pagamento das obrigações prioritárias.

Riscos de golpes e orientações do FGC

Em comunicado, o FGC alertou para tentativas de fraude no momento do pagamento das garantias. “Infelizmente, esse é um problema que afeta todo o sistema financeiro, e o processo de pagamento de garantias pelo FGC também pode ser alvo de criminosos”, acrescentou Daniel, Lima, do FGC.

Por isso, é importante checar comunicações oficiais do FGC e do Banco Central antes de fornecer dados pessoais ou bancários. O canal oficial para pedidos de ressarcimento será o próprio FGC, siga orientações divulgadas pelo órgão e prefira contato por meios oficiais.

Para credores com valores acima do limite de R$ 250 mil, o caminho é participar do processo de liquidação conduzido pelo Banco Central, onde serão avaliadas as possibilidades de recuperação do saldo excedente.

O acompanhamento das etapas do ressarcimento e das publicações oficiais facilita a recuperação, evita fraudes e garante que o credor saiba exatamente como e quando solicitar o pagamento pelo FGC ressarcimento credores Banco Master.

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