Fictor Alimentos pede inclusão na recuperação judicial da controladora, por dificuldades de crédito, bloqueios e para renegociar dívidas de mais de R$ 4,2 bilhões
Fictor Alimentos entra no processo da Fictor Holding para preservar operações, mitigar falta de crédito e organizar renegociações com credores e fornecedores
A Fictor Alimentos informou que protocolou pedido para ser incluída no processo de recuperação judicial da Fictor Holding, controladora do grupo, junto à 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível de São Paulo.
Segundo a empresa, a medida responde a efeitos negativos no ambiente de negócios após a divulgação da recuperação judicial da controladora, como dificuldade de acesso a crédito, revisão de limites por bancos e problemas nas relações comerciais.
A companhia afirma que a entrada no processo visa preservar suas atividades e criar um cenário mais organizado para a renegociação de dívidas, com o objetivo de “equilibrar a operação e assegurar o pagamento dos compromissos financeiros”.
conforme informação divulgada pelo g1
Motivos do pedido
A Fictor Alimentos explicou que a decisão de pedir inclusão na recuperação judicial da controladora foi tomada diante de impactos imediatos nas operações, entre eles a restrição de crédito e a reavaliação de limites bancários, fatores que comprometem a capacidade financeira e operacional da empresa.
Em comunicado ao mercado, a companhia destacou que buscar a mesma recuperação da holding deve facilitar negociações conjuntas com credores, aumentar a transparência e dar maior previsibilidade para investidores, fornecedores e demais envolvidos.
Impactos sobre crédito e relações comerciais
Na prática, a divulgação da recuperação da controladora elevou o custo e a dificuldade de acesso a financiamento, e gerou revisão de limites por instituições financeiras, além de tensões nas cadeias de fornecimento, segundo a empresa.
O grupo informou que a inclusão busca mitigar esses efeitos e criar condições para renegociar compromissos, entre os quais estão dívidas que somam mais de R$ 4,2 bilhões.
Medidas judiciais e próximos passos
No início do mês, a Justiça de São Paulo determinou a “suspensão, por 30 dias, de processos de execução e de novos bloqueios de bens” contra duas empresas do Grupo Fictor, a Fictor Holding e a Fictor Invest, antecipando, na prática, parte do stay period previsto na Lei de Recuperação Judicial.
O juiz ressalvou que a decisão vale apenas para atos futuros, portanto bens e valores já bloqueados permanecem retidos e só poderão ser liberados após a conclusão de uma perícia que analise a situação das empresas e eventuais indícios de fraude.
Com a inclusão da Fictor Alimentos no mesmo processo, a expectativa da companhia é facilitar acordos coletivos com credores e dar mais previsibilidade às negociações, enquanto o caso segue sob análise judicial e com prazos decretados pela Vara responsável.