quinta-feira, junho 4, 2026

França ameaça adotar medidas unilaterais se acordo UE-Mercosul colocar setor agrícola em risco, diz ministra enquanto UE avança para assinatura

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Ministra Annie Genevard afirma que França pode recorrer a medidas unilaterais para proteger produtores diante da aprovação do acordo UE-Mercosul por maioria qualificada

França ameaça medidas contra o acordo UE-Mercosul, caso o setor agrícola e pecuário seja afetado, e promete agir de forma independente para proteger produtores.

Nos últimos dias, agricultores franceses protestaram contra a adoção do tratado e contra a gestão da dermatose nodular bovina, pressionando o governo a reagir.

O acordo recebeu sinal verde dos embaixadores da UE nesta sexta-feira, 9 de janeiro de 2026, mas ainda precisa do aval do Parlamento Europeu, segundo informações do g1, conforme informação divulgada pelo g1

O que a ministra disse

A ministra da Agricultura da França, Annie Genevard, afirmou que adotará medidas “unilaterais” caso o setor agro do país seja colocado em risco pelo acordo UE-Mercosul.

Em coletiva, Genevard defendeu as concessões feitas por Bruxelas e disse, na tradução literal do pronunciamento, “A França fez-se ouvir”, e advertiu, “Não hesitaremos em adotar unilateralmente uma série de medidas assim que considerarmos que nossos setores estão em perigo”.

Reações do campo e riscos apontados

Produtores rurais temem concorrência de carnes, arroz, mel e soja sul-americanos, e pedem salvaguardas para evitar queda de preços no mercado interno.

O setor agropecuário europeu teme o impacto da chegada maciça desses produtos, enquanto o Mercosul aguarda maior acesso a mercados para veículos, máquinas, queijos e vinhos europeus.

Estado do processo na União Europeia

Os países da UE deram sinal verde ao acordo por maioria qualificada durante reunião de embaixadores em Bruxelas, liberando o caminho para a assinatura.

Segundo a matéria, isso permitirá que a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, possa assinar o acordo no Paraguai em 17 de janeiro, conforme data anunciada pelo chanceler argentino, Pablo Quirno.

Por outro lado, o Parlamento Europeu ainda precisa aprovar o tratado, e a tramitação é incerta, porque, conforme a fonte, “cerca de 150 eurodeputados (de um total de 720) ameaçam recorrer à Justiça para impedir sua aplicação”.

Medidas já anunciadas e próximos passos

Como exemplo de reação, Genevard citou a “suspensão, por um ano, da importação para a França de alguns produtos agrícolas tratados com substâncias proibidas na União Europeia, principalmente de origem sul-americana”, medida adotada para proteger produtores locais.

Com o sinal dos embaixadores, a assinatura segue prevista, mas a aplicação do acordo dependerá da decisão final do Parlamento Europeu e do desenrolar das ações judiciais e políticas que ainda podem ocorrer.

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