quinta-feira, junho 4, 2026

Fundo Garantidor de Crédito começa a receber pedidos de ressarcimento de credores do Banco Master neste sábado, entenda quem tem direito, prazos e como evitar golpes

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FGC inicia atendimento para pedidos de ressarcimento dos credores do Banco Master neste sábado, explicando quem tem direito, limites de cobertura e cuidados contra golpes

O Fundo Garantidor de Crédito vai começar a receber, a partir deste sábado, os pedidos de ressarcimento de quem deixou recursos no Banco Master antes da liquidação da instituição.

O pagamento pelo FGC cobre valores até um teto, e o processo tem regras específicas dependendo do tipo de aplicação, por isso é importante que investidores e correntistas fiquem atentos.

Conforme informação divulgada pelo g1

Como funciona a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito

O FGC garante, por CPF ou CNPJ e por instituição, a cobertura de até R$ 250 mil em caso de intervenção ou liquidação. A indenização considera o valor aplicado somado aos rendimentos acumulados até a data da liquidação, respeitando esse limite.

EXEMPLO: Quem tinha R$ 180 mil investidos e R$ 100 mil para receber em rendimentos terá acesso a até R$ 250 mil. O valor que exceder esse limite deve ser solicitado no processo de liquidação conduzido pelo BC.

Quais aplicações estão protegidas pelo FGC

Entre os produtos que entram nas regras do FGC estão CDB e Recibo de Depósito Bancário, Letra de Crédito Imobiliário, e Letra de Crédito do Agronegócio. A cobertura varia conforme o tipo de aplicação, portanto, confirme a natureza do produto antes de solicitar o ressarcimento.

O que não tem garantia do Fundo Garantidor de Crédito

Não têm direito à cobertura do FGC investimentos sem garantia do fundo, como debêntures, certificados de recebíveis imobiliários, certificados de recebíveis do agronegócio, fundos de investimento e títulos emitidos fora do sistema de proteção.

Nesses casos, os valores entram na fila da liquidação e só podem ser recuperados se houver recursos suficientes após o pagamento das obrigações prioritárias.

Liquidação do Banco Master e riscos que levaram à medida

A instituição controlada por Daniel Vorcaro foi liquidada em 18 de dezembro de 2025 pelo Banco Central. O banco já operava sob risco de falência por conta do alto custo de captação e da exposição a investimentos considerados arriscados, com remunerações muito acima do padrão de mercado.

Tentativas de venda, incluindo proposta do Banco de Brasília, não avançaram e foram interrompidas por questionamentos de órgãos de controle, falta de transparência, pressões políticas e menções do Master em investigações.

O sinal de alerta no mercado acendeu quando o banco passou a ofertar produtos com remunerações muito superiores ao padrão, em especial os CDBs emitidos pela instituição.

Como solicitar o ressarcimento e como evitar golpes

Para pedir o ressarcimento pelo FGC, reúna documentos que comprovem saldos e contratos, acompanhe os canais oficiais do FGC, e siga as instruções informadas pelo próprio fundo. Não forneça senhas, códigos de segurança ou dados pessoais por telefone ou mensagens não solicitadas.

Em alerta sobre fraudes, o presidente do FGC afirmou, “Infelizmente, esse é um problema que afeta todo o sistema financeiro, e o processo de pagamento de garantias pelo FGC também pode ser alvo de criminosos”, acrescentou Daniel, Lima, do FGC.

Desconfie de ofertas que prometem acelerar pagamentos mediante pagamento de taxas ou que peçam dados sensíveis. O FGC não solicita senhas e orienta que qualquer contato suspeito seja verificado junto aos canais oficiais.

Se tiver dúvidas sobre o direito ao ressarcimento, ou sobre a diferença entre produtos cobertos e não cobertos, procure orientação oficial do FGC e do Banco Central, e registre reclamação caso receba abordagens suspeitas.

O início do recebimento de pedidos é um primeiro passo para credores do Master, mas requer atenção para garantir que o ressarcimento seja feito com segurança e conforme as regras vigentes.

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