Fundo Garantidor de Crédito começa a receber pedidos de ressarcimento dos credores do Banco Master, saiba quem tem cobertura pelo FGC e como pedir indenização
FGC abre atendimento neste sábado para credores do Banco Master, com cobertura de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, orientações sobre prazos, documentos e cuidados contra golpes
O Fundo Garantidor de Crédito, FGC, começa a receber, neste sábado, os pedidos de ressarcimento dos credores do Banco Master. O processo vale para clientes com aplicações elegíveis à garantia, dentro dos limites previstos pelo fundo.
Quem tiver direito poderá solicitar o pagamento até o limite de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição, com indenização que soma capital e rendimentos até a data da liquidação da instituição.
O pagamento pelo Fundo Garantidor de Crédito funciona apenas em casos de intervenção ou liquidação da instituição, e os critérios de cobertura variam conforme o tipo de aplicação, conforme informação divulgada pelo g1.
Como e quando pedir ressarcimento ao FGC
Os credores devem procurar os canais indicados pelo FGC a partir deste sábado para apresentar pedidos de ressarcimento. É preciso reunir documentação que comprove saldos, extratos e contratos, além de documentos pessoais do titular ou do representante legal.
O valor indenizável considera o montante investido mais os rendimentos acumulados até a data da liquidação, respeitado o teto de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição, de acordo com regras do fundo.
Quem está protegido pelo Fundo Garantidor de Crédito
Estão cobertos pelo Fundo Garantidor de Crédito aplicações como CDB, Recibo de Depósito Bancário, LCI e LCA, entre outros produtos que fazem parte do sistema de proteção do FGC. A cobertura é por instituição, por CPF ou CNPJ.
EXEMPLO: Quem tinha R$ 180 mil investidos e R$ 100 mil para receber em rendimentos terá acesso a até R$ 250 mil. O valor que exceder esse limite precisa ser solicitado no processo de liquidação conduzido pelo Banco Central, se houver recursos suficientes.
O caso do Banco Master e motivos da liquidação
A instituição controlada por Daniel Vorcaro foi liquidada em 18 de dezembro de 2025 pelo Banco Central, após operar sob risco de falência por causa do alto custo de captação e da exposição a investimentos considerados arriscados, com juros muito acima do padrão de mercado.
Tentativas de venda, como proposta do Banco de Brasília, não avançaram, e operações foram interrompidas por questionamentos de órgãos de controle, falta de transparência, pressões políticas e menções ao Master em investigações, conforme informação divulgada pelo g1.
Quem não tem cobertura e cuidados para recuperar o que foi investido
Não têm direito à cobertura do FGC produtos como debêntures, CRIs, CRAs, fundos de investimento ou títulos emitidos fora do sistema de proteção. Nesses casos, o valor investido entra na fila da liquidação e só será recuperado se houver recursos após o pagamento das obrigações prioritárias.
Em caso de dúvidas sobre elegibilidade, procure orientação do FGC e do Banco Central, e confira documentos de aplicação para identificar se o produto fazia parte do sistema de proteção.
Alerta sobre golpes e orientações finais
O presidente do FGC alertou para o risco de golpes durante o processo de pagamento, recomendando atenção aos credores. “Infelizmente, esse é um problema que afeta todo o sistema financeiro, e o processo de pagamento de garantias pelo FGC também pode ser alvo de criminosos”, acrescentou Daniel, Lima, do FGC.
Evite fornecer senhas, códigos ou dados bancários por telefone ou mensagens não solicitadas. Use apenas os canais oficiais do FGC e do Banco Central para acompanhar o pedido, e desconfie de contatos que peçam antecipação de taxas ou dados sensíveis.