quinta-feira, junho 4, 2026

Gastos de Trump com programa de Musk: DOGE sob comando de Elon Musk custou US$10 bilhões ao pagar licenças a 154 mil servidores, PEER denuncia irregularidade

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Gastos de Trump com programa de Musk geraram pagamento de mais de US$10 bilhões em licenças remuneradas, segundo levantamento da PEER, e provocaram questionamentos legais e administrativos

O programa criado para reduzir despesas do governo federal terminou custando caro ao contribuinte, conforme aponta um levantamento recente.

Mais de 154 mil servidores foram afastados em 2025 com remuneração mantida, em prática que especialistas e órgãos de defesa do funcionalismo consideram contestável.

As informações constam de um estudo da organização Public Employees for Environmental Responsibility, a PEER, e foram divulgadas em reportagem do g1, conforme informação divulgada pelo g1.

Quanto foi gasto e como funcionou a estratégia

Segundo o levantamento da PEER, o DOGE, Departamento de Eficiência Governamental comandado por Elon Musk nos primeiros meses da segunda gestão Trump, resultou em gastos de aproximadamente US$10 bilhões ao afastar servidores com pagamento de salários.

A organização calculou que mais de 154 mil servidores federais foram colocados em licença remunerada ao longo de 2025, o que representa quase 7% do funcionalismo civil dos Estados Unidos.

Na prática, o governo manteve o pagamento de salários a trabalhadores que deixaram de exercer suas funções, enquanto a administração dizia buscar eficiência e corte de gastos.

Impacto em agências essenciais e implicações administrativas

O afastamento em massa ocorreu mesmo em áreas com falta de pessoal, como o Serviço Nacional de Parques, segundo a PEER.

Entre os servidores afetados estão profissionais da Agência de Proteção Ambiental que atuavam em justiça ambiental, hoje em impasse jurídico sobre suas atribuições e condições de atuação.

Para críticos, a política criou um “vácuo de responsabilização”, porque funções essenciais ficaram sem exercício regular enquanto salários eram mantidos.

Acusações de ilegalidade e dificuldades de responsabilização

A PEER afirma que o uso prolongado de licenças remuneradas violou a Lei de Licença Administrativa, que “limita o afastamento remunerado a até dez dias úteis por ano, com exceções restritas”.

Sobre a prática, Peter Jenkins, assessor jurídico da PEER, disse, “Gastar mais de US$ 10 bilhões do dinheiro do contribuinte para impedir pessoas de trabalhar é uma forma absurda de administrar o governo”, em declaração ao The Guardian.

Pesquisadores também apontam manobras administrativas e lacunas legais que permitiram a continuidade do programa. Madeline Materna, pesquisadora da Universidade Stanford, afirmou, “Há estratégias que tornam extremamente difícil levar o caso aos tribunais ou a órgãos de controle, e isso explica por que a política avançou”.

A entidade apresentou denúncia ao órgão responsável por fiscalizar gastos públicos do governo federal. Se confirmadas irregularidades, dirigentes de agências podem ser punidos, mas a abertura de processos depende de autoridades vinculadas à própria administração.

O que vem a seguir

Espera-se agora que apurações administrativas verifiquem a legalidade das licenças e a correta aplicação de recursos públicos, enquanto o debate sobre eficiência versus responsabilização segue em evidência.

O caso também levanta questões sobre como iniciativas anunciadas como cortes de custos, como o programa de eficiência liderado por Elon Musk, podem gerar efeitos contrários, transformando redução prevista em aumento de despesas.

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