Geladeiras Mais Econômicas Chegam em 2026: Entenda as Novas Regras de Eficiência Energética do Inmetro e o Que Muda para Você

A partir de 2026, o mercado brasileiro de eletrodomésticos passará por uma importante atualização nas regras de eficiência energética para geladeiras e freezers. O Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) implementará um novo sistema de classificação que promete tornar os aparelhos mais econômicos e o consumidor mais consciente.

Essa mudança, parte de um projeto que se estende até 2030, visa não apenas reduzir o valor da conta de luz para os brasileiros, mas também diminuir o consumo geral de energia no país, aproximando o Brasil das práticas internacionais, especialmente as da União Europeia.

As novas normas, discutidas em parceria com fabricantes e a Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), já veem a indústria nacional preparada para os desafios. Conforme informado pelo g1, a indústria já realizou esforços relevantes de adequação, com investimentos e ajustes tecnológicos consistentes, o que permite ao setor avançar com segurança para esta nova etapa regulatória.

O que muda nas etiquetas de eficiência energética

Atualmente, o selo de eficiência energética das geladeiras e freezers apresenta uma escala que pode gerar confusão, com níveis que vão de A+++ (mais eficiente) a E (menos eficiente). Essa classificação, que estava em vigor desde 2006 e sofreu uma atualização em 2021 com a inclusão de novas faixas no topo, será significativamente simplificada a partir de 2026.

Com as novas regras, haverá apenas **três níveis de classificação: A, B e C**. Essa mudança direta no selo de identificação de eficiência energética visa facilitar a compreensão do consumidor sobre o que está adquirindo. A ideia é que a classificação em faixas de consumo ajude o consumidor a entender o que está comprando, tornando a escolha mais assertiva.

A transição para 2026 e 2030

Em 2026, a consolidação das novas categorias será a seguinte: os produtos atualmente classificados como A+++ e A++ passarão a ser **A**. Os modelos A+ e A serão reclassificados como **B**, e os que hoje são B se tornarão **C**. As categorias D e E deixarão de existir no mercado a partir desta data.

Modelos menos eficientes, que puderam ser fabricados até o final de 2024 e vendidos no varejo até o fim de 2025, serão gradualmente removidos das lojas. Essa medida assegura que, nos próximos anos, os equipamentos disponíveis no mercado sigam um padrão de maior eficiência energética.

A próxima grande alteração está prevista para 2030. Nessa fase, haverá uma nova reclassificação dos selos, com o objetivo de aproximar ainda mais o Brasil dos padrões de eficiência energética da União Europeia. As etiquetas **A e B** se consolidarão como as mais eficientes, enquanto a etiqueta **C** englobará os modelos menos eficientes, equivalentes aos atuais A++ ou A+ de 2025.

Entendendo a eficiência energética

Eficiência energética significa que um determinado produto, como uma geladeira, consome menos energia elétrica para realizar a mesma função que um modelo similar. Essa diferença no consumo pode parecer pequena no dia a dia, mas se traduz em economia significativa na conta de luz a longo prazo.

Mesmo que produtos com melhor classificação de eficiência energética possam ter um custo inicial mais elevado, o investimento se paga com a redução nos gastos com eletricidade ao longo da vida útil do aparelho. O cálculo da eficiência considera fatores como a capacidade do refrigerador e o tamanho do freezer, resultando em um índice que determina seu nível de eficiência.

Para se ter uma ideia, hoje, para atingir o selo A, é necessário cerca de 85,5% de eficiência energética. Em 2030, essa meta deve subir para 90%, demonstrando o avanço contínuo na busca por eletrodomésticos mais sustentáveis e econômicos para os lares brasileiros.