Golpe do falso concurso Ibama expôs candidatos, prometeu 15 mil vagas e salários de até R$ 9 mil, e cobrou taxa de R$ 82,14, saiba como não cair em fraude

Entenda como o falso concurso Ibama usava sites e anúncios para coletar dados, cobrar taxa e enganar candidatos, veja as checagens essenciais e onde denunciar

Vítimas relataram encontrar anúncios e sites com aparência oficial que divulgavam seleções inexistentes, oferecendo vagas e salários atraentes, e pedindo pagamento para confirmar inscrição.

Em um dos casos citados, o anúncio prometia 15 mil vagas e salários de até R$ 9 mil, valores usados para atrair candidatos e dar aparência de veracidade à oferta.

No relato, a taxa cobrada era de R$ 82,14, paga por boleto ou PIX a um CNPJ que não tem vínculo com o Ibama, e sem qualquer confirmação oficial do processo seletivo, conforme informação divulgada pelo g1.

Como o golpe funcionava

Os golpistas criavam sites e anúncios com linguagem formal, logotipos e textos que imitavam comunicações institucionais, para induzir candidatos a clicar e preencher formulários com dados pessoais.

Ao se inscrever, a vítima era direcionada a pagar uma taxa, ao que o pagamento era registrado em nome de um CNPJ em atividade, porém sem relação com o Ibama, e não havia envio de edital, confirmação oficial ou calendário de provas.

O que diz o Ibama e onde checar

O instituto informou que tem recebido diversas denúncias sobre golpes que divulgam falsas seleções, processos seletivos e pedidos de recadastramento em sites não oficiais.

O Ibama reforça que todas as informações sobre concursos públicos do órgão são divulgadas exclusivamente por canais oficiais, como o site do governo federal e o Diário Oficial da União, e orienta a confirmar editais e comunicados nesses veículos.

Como se proteger e como denunciar

Antes de pagar qualquer taxa, confirme a existência do edital no site oficial do governo ou no Diário Oficial, desconfie de anúncios patrocinados sem documentos oficiais e verifique o CNPJ receptor do pagamento.

Se você foi vítima, registre um boletim de ocorrência na Polícia Civil e reúna comprovantes de pagamento, captura de tela do site e mensagens, para ajudar nas investigações e bloquear o uso indevido dos seus dados.