Greta Thunberg detida em protesto pró-Palestina em Londres sob lei antiterrorismo
A ativista ambiental sueca Greta Thunberg foi detida em Londres durante um protesto em apoio aos palestinos. A prisão ocorreu na última sexta-feira (15), e, segundo informações divulgadas pelo grupo de ativistas Palestine Action, Thunberg foi detida com base na Lei Antiterrorismo britânica.
A ação policial se deu após a ativista exibir um cartaz em apoio a prisioneiros ligados ao grupo Palestine Action, classificado pelo governo do Reino Unido como uma organização terrorista. O incidente levanta questões importantes sobre os limites da liberdade de manifestação e a aplicação de leis antiterrorismo em contextos de protesto.
Conforme relatado pela organização, o cartaz de Greta Thunberg continha a mensagem: “Eu apoio os prisioneiros da Ação Palestina. Eu me oponho ao genocídio”. A prisão aconteceu durante o protesto denominado “Prisioneiros pela Palestina”, que ocorria em frente aos escritórios da Aspen Insurance, na capital britânica.
Detalhes da prisão e da lei aplicada
Um porta-voz da Polícia da Cidade de Londres confirmou que duas pessoas foram inicialmente presas por arremessar tinta vermelha contra um prédio no local do protesto. Pouco depois, uma mulher de 22 anos, identificada posteriormente como Greta Thunberg, também foi detida.
A polícia declarou que a ativista foi presa por “exibir um objeto — neste caso, um cartaz — em apoio a uma organização proibida, em violação ao Artigo 13 da Lei Antiterrorismo de 2000”. As autoridades não comentaram diretamente sobre o caso específico da ativista, mas confirmaram a aplicação da lei.
Contexto anterior: Deportação de Israel
Este não é o primeiro incidente envolvendo Greta Thunberg e autoridades em relação a manifestações pró-Palestina. Em outubro, a ativista foi deportada de Israel juntamente com outros 170 ativistas. Eles estavam detidos após uma flotilha com mais de 40 barcos rumo à Faixa de Gaza ter sido interceptada por tropas israelenses.
O Ministério das Relações Exteriores israelense afirmou na ocasião que os participantes do evento foram deportados, e que seus direitos legais foram respeitados. A pasta chegou a compartilhar imagens de Greta e outros ativistas no aeroporto antes do voo de deportação.
Posicionamento de Thunberg e apelos globais
Após ser deportada de Israel, Greta Thunberg chegou à Grécia e discursou a apoiadores, declarando que usou a flotilha para ir a Gaza porque “ninguém foi acudir o povo palestino”. Ela fez um apelo a líderes mundiais e figuras influentes para que utilizassem seus privilégios e plataformas para “deixarem de ser coniventes” e se posicionassem ativamente.
A ativista sueca não comentou publicamente sobre alegações de maus-tratos sofridos durante sua detenção pelo governo de Israel. O incidente em Londres reacende o debate sobre a atuação de ativistas em defesa dos direitos humanos e as respostas legais em diferentes países.