quinta-feira, junho 4, 2026

Greve de fome presos políticos Venezuela, familiares acampados na Zona 7 pressionam por libertação imediata após adiamento da lei de anistia e citam 644 detidos

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Familiares iniciam greve de fome na Zona 7 para exigir celeridade na lei de anistia e a libertação de todos os detidos por motivos políticos, após novo adiamento

Greve de fome presos políticos Venezuela começou neste sábado com mulheres deitadas em fila na entrada da Zona 7, local onde familiares acampam há mais de um mês, em Caracas.

O ato busca acelerar a libertação de detidos que fariam parte de um pacote de liberdades anunciadas em janeiro, mas cuja votação foi postergada no Parlamento por divergências sobre o alcance da medida.

As informações sobre a greve e as liberações foram divulgadas pelo g1, conforme informação divulgada pelo g1.

O protesto e as grevistas

Cerca de dez mulheres, entre mães e esposas, deitaram-se em fila na entrada da Zona 7, deixando uma lista manuscrita com os nomes das participantes, e declararam início de uma greve de fome para pressionar por **respostas concretas**.

Uma das grevistas, Evelin Quiaro, afirmou, “Nós exigimos com isso que já se concretize e seja real a libertação de todos. É justo, é justo.”, e contou que comeu pela última vez depois da 1h da manhã, biscoitos com presunto, antes de iniciar a ação.

Quiaro, de 46 anos, é funcionária do serviço de migração e mãe de um preso detido desde novembro de 2025, acusado de terrorismo, associação criminosa e financiamento ao terrorismo, segundo a reportagem.

Liberações recentes e números

Dezessete presos políticos foram libertados na madrugada, e entre eles estava José Elías Torres, secretário-geral da Confederação dos Trabalhadores da Venezuela, que estava preso desde novembro sem ordem judicial, informou o Comitê para a Liberdade dos Presos Políticos na rede X.

De acordo com a ONG Foro Penal, desde 8 de janeiro 431 presos políticos obtiveram liberdade condicional e 644 permanecem na prisão, dados que familiares citam para reforçar o pedido de liberdades imediatas.

Lei de anistia e impasse no Parlamento

A presidente interina Delcy Rodríguez propôs uma lei de anistia em 30 de janeiro, que em tese abrangeria 27 anos do chavismo e poderia resultar na liberdade plena de centenas de detidos, mas a discussão final foi adiada duas vezes.

O presidente do Parlamento, Jorge Rodríguez, esteve perto das celas da Zona 7 em 6 de fevereiro, e prometeu, “Vamos reparar todos os erros que tenham sido cometidos”, adiantando que a lei seria aprovada em 10 de fevereiro, data que não se confirmou devido a divergências entre deputados sobre alcance e papel do Judiciário.

Reações e próximos passos

Familiares disseram que a greve de fome é uma “medida drástica” necessária para aumentar a pressão, mesmo reconhecendo o desgaste físico que a ação pode causar. “Com isso é óbvio que vamos nos esgotar muito mais (…) mas já é uma medida drástica que consideramos necessária para acabar com tudo isso”, afirmou Quiaro enquanto se protegia do calor com um guarda-sol.

Outro familiar, Sachare Torrez, disse, “O que estamos pedindo com isso é que todos sejam libertados, como nos foi prometido”. A próxima sessão legislativa está prevista para 19 de fevereiro, e os familiares aguardam um avanço que transforme promessas em libertações.

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