Greve geral dos sindicatos na Argentina contra a reforma trabalhista de Milei, aprovada no Senado por 42 votos a 30, que altera contratos, férias e direito de greve
CGT convoca paralisação de 24 horas contra a reforma trabalhista de Milei, quando a Câmara iniciar debate previsto entre 25 de fevereiro e 1º de março, sem atos nas ruas
A Confederação Geral do Trabalho, CGT, anunciou uma paralisação nacional de 24 horas em resposta ao projeto de mudança nas regras do trabalho, em uma medida que amplia a disputa entre governo e movimento sindical.
A reforma avançou no Senado, e críticos afirmam que ela fragiliza direitos históricos, ao revisar normas que estavam em vigor há décadas, enquanto o Executivo diz que a ação visa estimular emprego e investimento.
O texto aprovado no Senado por 42 votos a 30 na madrugada de quinta-feira (12) segue agora para discussão na Câmara dos Deputados, e a mobilização sindical foi marcada para coincidir com o início desse debate, conforme informação divulgada pelo g1.
O que muda com a reforma
A reforma trabalhista de Milei reúne dezenas de artigos que, segundo especialistas, alteram regras centrais do mercado de trabalho, ao mudar parâmetros sobre contratos, férias, jornada e negociação coletiva.
O texto segue para a Câmara dos Deputados, onde pode sofrer alterações, mas já é considerado uma das maiores mudanças em décadas.
A proposta flexibiliza contratos, altera regras de férias e jornada, facilita demissões e impõe limites ao direito de greve, pontos que motivaram forte reação dos sindicatos.
Reação dos sindicatos e cronograma da greve
A maior central sindical da Argentina, a Confederação Geral do Trabalho (CGT), anunciou nesta segunda-feira (16) que fará uma greve geral de 24 horas contra o projeto de reforma trabalhista do presidente Javier Milei.
Segundo a CGT, a greve não terá atos ou mobilizações nas ruas, será apenas interrupção das atividades, e começará assim que a Câmara iniciar o debate da proposta, previsto para acontecer antes do fim de fevereiro.
A convocação eleva a tensão política, porque a CGT tem influência forte sobre categorias e setores essenciais, e a paralisação pode afetar serviços e a rotina econômica do país durante o período de tramitação.
Impactos políticos e próximos passos
A expectativa do governo é que a proposta seja votada no plenário em 25 de fevereiro e aprovada até 1º de março, quando Milei abrirá o período de sessões ordinárias do Congresso.
A votação no Senado foi marcada por forte tensão política e social, e na quarta-feira (11), manifestantes contrários à reforma entraram em confronto com a polícia em Buenos Aires, mostrando o potencial de escalada dos protestos.
Com a tramitação na Câmara e a greve anunciada, o país vive um momento de incerteza institucional e social, e os próximos dias serão decisivos para a possibilidade de alterações no texto e para o calendário das mobilizações.