quinta-feira, junho 4, 2026

Hillary Clinton acusa governo Trump de encobrir arquivos de Epstein, pede divulgação total e se prepara para depor no Congresso sobre os documentos

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Clinton exige que os arquivos de Epstein sejam tornados públicos, questiona cortes e pressiona por audiência aberta ao Congresso, em resposta à divulgação parcial feita pelo Departamento de Justiça

Hillary Clinton afirmou publicamente que as autoridades estão adiando a liberação dos documentos ligados a Jeffrey Epstein, e cobrou: “Divulguem os arquivos. Eles estão enrolando”.

Em Berlim, durante participação no Fórum Mundial, ela repetiu o pedido por transparência e disse que ela e o marido vão comparecer ao comitê do Congresso, mas preferem que as audiências sejam públicas.

As informações relatadas incluem a recente divulgação de milhões de páginas pelo Departamento de Justiça dos EUA, e discussões sobre material ainda sigiloso, conforme informação divulgada pelo g1

O que foi divulgado e o que ainda está em sigilo

Milhões de novos documentos relacionados a Jeffrey Epstein foram tornados públicos no início deste mês pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, após aprovação de uma lei que exige a divulgação de materiais ligados às investigações do caso.

Ao justificar a retenção de parte do acervo, o vice-procurador-geral dos Estados Unidos disse que “cerca de três milhões de páginas não haviam sido divulgadas devido à existência de prontuários médicos pessoais, descrições gráficas de abuso infantil e outros materiais que poderiam comprometer investigações em andamento”.

Parlamentares e autores da lei, como o deputado republicano Thomas Massie, têm cobrado liberação adicional, incluindo memorandos internos que expliquem decisões passadas sobre denúncias e investigações relacionadas a Epstein e seus associados.

Clinton, os depoimentos e a defesa da audiência pública

Questionada sobre se figuras citadas nos arquivos, como Andrew Mountbatten-Windsor, deveriam depor, Hillary respondeu que “todas as pessoas deveriam testemunhar se forem convocadas para isso”.

O casal Clinton foi pressionado pelo Comitê de Supervisão da Câmara, e após recusa inicial, Bill Clinton concordou em depor em 27 de fevereiro, enquanto Hillary comparecerá no dia anterior. Uma votação que poderia abrir processo por desacato ao Congresso foi suspensa depois que ambos aceitaram depor.

Hillary afirmou que quer que as audiências sejam públicas, afirmando, “Não temos nada a esconder. Pedimos por diversas vezes a divulgação integral desses arquivos. Acreditamos que a transparência é o melhor remédio”, e disse ainda que ela e o marido estariam sendo usados para desviar atenção de Donald Trump.

Reações do governo Trump e respostas públicas

A Casa Branca rebateu as críticas e afirmou que, ao liberar os documentos, fez “mais pelas vítimas do que os democratas jamais fizeram”, em defesa da atuação do governo na divulgação e cooperação com o comitê.

Questionado sobre as declarações de Hillary, o presidente Donald Trump declarou que “Fui inocentado. Não tive nada a ver com Jeffrey Epstein. Eles investigaram esperando encontrar algo, e encontraram exatamente o contrário”, e reafirmou que não tem nada a esconder.

O Departamento de Justiça também disse que alguns documentos continham acusações sensacionalistas e contra Trump que foram apresentadas ao FBI pouco antes da eleição de 2020, e que, se tivessem credibilidade, teriam sido usadas politicamente.

Contexto do caso Epstein e consequências

Jeffrey Epstein foi encontrado morto em 10 de agosto de 2019, em uma cela em Nova York, enquanto aguardava julgamento por acusações de tráfico sexual, sem direito à fiança. Segundo a justiça americana, Epstein tirou a própria vida.

Ghislaine Maxwell, ex-namorada de Epstein, foi condenada por recrutar e traficar adolescentes para os abusos do bilionário. Vítimas e familiares ainda buscam respostas, e documentos divulgados têm levantado novas perguntas sobre possíveis omissões ou investigação insuficiente no passado.

Além de citar a presença de nomes influentes nos arquivos, parlamentares seguem pressionando por mais transparência, e as próximas audiências no Congresso prometem trazer detalhes adicionais sobre as relações entre Epstein e figuras públicas citadas nos documentos.

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