quinta-feira, junho 4, 2026

Incêndio em bar na Suíça: dono nega irregularidades após tragédia em Le Constellation em Crans-Montana, 40 mortos e 119 feridos

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No incêndio em bar na Suíça, dono diz que estabelecimento respeitou normas, alegou ‘três inspeções em dez anos’, promotoria investiga origem ligada a sinalizadores

O incêndio que destruiu o bar Le Constellation, em Crans-Montana, deixou 40 mortos e 119 feridos, em sua maioria jovens, durante festa de Ano-Novo, segundo o balanço oficial.

O proprietário do estabelecimento, Jacques Moretti, afirmou que o local passou por “três inspeções em dez anos” e que “tudo foi feito dentro das normas”, e disse que a família está abalada, sem conseguir dormir nem comer.

As autoridades suíças apontam que o fogo pode ter começado com sinalizadores ou velas colocadas sobre garrafas de champagne, e a investigação segue em andamento, conforme informação divulgada pelo g1.

O que se sabe sobre o incêndio

O incêndio ocorreu por volta de 1h30 da madrugada de 1º de janeiro, horário local, no térreo do bar Le Constellation, localizado na estação de esqui de Crans-Montana.

Imagens e relatos de testemunhas mostram que a chama começou no espaço de eventos no subsolo e subiu até o térreo, onde havia clientes reunidos. Algumas testemunhas descreveram a escada que ligava os dois ambientes como “estreita”.

Vídeos divulgados mostram frequentadores com bebidas e velas ou sinalizadores sobre garrafas, e autoridades avaliam que essa prática pode ter sido o ponto de partida do incêndio.

Declarações dos proprietários e a linha de investigação

Jacques Moretti, que administra o bar com a esposa, Jessica, disse ao jornal Tribune de Genève que “faremos todo o possível para ajudar a esclarecer as causas [da tragédia]. Estamos fazendo tudo que está ao nosso alcance. Não conseguimos dormir nem comer, estamos todos muito mal”.

A promotora do cantão de Valais, Béatrice Pilloud, informou que o respeito às normas de segurança é um dos eixos da investigação. Ela afirmou que tudo indica que “o fogo teve origem em sinalizadores ou velas tipo sinalizadores colocadas sobre garrafas de champagne”.

Os proprietários foram ouvidos como testemunhas, e até a última atualização não havia sido atribuída responsabilidade penal, segundo a promotoria.

Vítimas, identificação e nacionalidades

Autoridades informaram que a maioria das vítimas foi encontrada no bar, e que 113 dos 119 feridos já tiveram identificação formal concluída, com seis ainda em processo.

Entre os identificados estão 71 suíços, 14 franceses, 11 italianos, quatro sérvios, além de um bósnio, um belga, um luxemburguês, um polonês e um português, informou o chefe da polícia, Frédéric Gisler.

Quanto às 40 vítimas fatais, as autoridades não divulgaram detalhes das nacionalidades, com exceção de Emanuele Galeppini, italiano de 16 anos, cujo nome foi divulgado pela Federação Italiana de Golfe. O Itamaraty, em comunicado no X, informou que “não há registro, até o momento, de vítimas brasileiras”.

Próximos passos da investigação e impacto

As declarações do casal proprietários ajudaram a esclarecer a disposição do local, detalhes de reformas recentes, e contribuíram para a elaboração da lista de presentes no momento do incêndio, segundo a promotora.

A investigação seguirá apurando, entre outros pontos, o cumprimento das normas de segurança, rotas de evacuação e capacidade do local, que, segundo o site da estação, tem capacidade para 300 pessoas no térreo e 40 na varanda.

A tragédia reacende debates sobre o uso de sinalizadores em ambientes fechados, a fiscalização de casas noturnas e bares, e a necessidade de medidas práticas para evitar que episódios semelhantes voltem a ocorrer.

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