Incêndio em bar na Suíça: fogo no Le Constellation em Crans-Montana mata cerca de 40 pessoas, fere 119 e causa cenas de pavor no Ano-Novo

Investigação aponta que sinalizadores ou velas sobre garrafas de champanhe tocaram o teto, provocando chamas rápidas que deixaram dezenas de feridos e muitos presos pela fumaça

Incêndio em bar na Suíça transformou a celebração de Ano-Novo em uma tragédia em Crans-Montana, na região dos Alpes, com relatos de pavor e cenas filmadas por frequentadores.

O incêndio consumiu rapidamente um bar de dois pavimentos durante a madrugada, deixando vítimas queimadas e muitos feridos que foram levados a hospitais na Suíça e no exterior.

Os relatos de frequentadores e autoridades descrevem um fogo que se espalhou em segundos, com pessoas desorientadas pela fumaça e socorristas atuando sob forte pressão, conforme informação divulgada pelo g1.

O que as autoridades informaram

O fogo matou cerca de 40 pessoas, segundo o chefe da polícia de Valais, Frédéric Gisler, e, “feriu 119, dos quais pelo menos 80 se encontram em estado crítico”, acrescentou o presidente do cantão, Mathias Reynard.

Sobre a origem do incêndio, a promotora do cantão de Valais, Béatrice Pilloud, afirmou, “Tudo indica que o fogo se originou por causa de sinalizadores ou velas pirotécnicas colocadas sobre garrafas de champanhe, que chegaram demais do teto. Isso provocou um incêndio rápido, muito rápido e generalizado”.

As chamas começaram por volta de 1h30 da manhã, segundo relatos publicados, e a fumaça tomou o espaço do bar, incluindo o andar superior. Muitos frequentadores ficaram presos ou desorientados pela fumaça.

Relatos de testemunhas e imagens

Elliot Alvarez, morador de Crans-Montana, contou à AFP que estava próximo e que uma amiga ligou em pânico, informando sobre uma “explosão”. “Quando chegamos, um importante dispositivo de socorro já tinha sido mobilizado, […] Era bastante impressionante ver as pessoas […] que tinham se queimado”, relatou.

Vídeos publicados nas redes sociais mostram o teto em chamas e pessoas correndo na escuridão, entre fumaça e pânico. Em imagens promocionais e registros da noite, era comum ver garrafas de champanhe com velas ou sinalizadores no topo, prática que agora é investigada.

Um jovem identificado como Adrien descreveu em vídeo no TikTok: “Vi pessoas saindo quebrando as vidraças com cadeiras. As pessoas saíam muito mal, ensaguentadas, com a roupa destroçada, colada ao corpo, foi uma catástrofe”.

Outra testemunha, Léandre, disse ao jornal Blick que havia “pessoas carbonizadas, que tentamos ajudar ao máximo… Tentaram cobri-las, pois já estavam sem roupas”. Ele acrescentou que os socorristas ficaram desamparados, porque tudo aconteceu muito depressa.

O turista belga Edmond Cocquyt relatou ter visto alguns corpos “cobertos com um lençol branco” e “gente jovem totalmente queimada, que continuava viva… Gritando de dor”.

Vítimas, socorro e atendimentos

Equipes de emergência controlaram o incêndio e estabeleceram perímetros de segurança. Os feridos foram encaminhados a hospitais suíços e também levados para a França e a Itália para tratamento.

Em Milão, Umberto Marcucci disse que o filho Manfredi, um dos quatro italianos atendidos ali, sobreviveu com queimaduras extensas. “Meu filho está ferido, mas está bem, está vivo”, afirmou, citando que Manfredi tem queimaduras em “30% ou 40% do corpo”.

Autoridades locais continuam o trabalho de atendimento e acolhimento para sobreviventes e familiares, enquanto unidades médicas lidam com casos graves e transferências internacionais.

Investigação e medidas futuras

A promotoria do cantão de Valais conduz as investigações para confirmar a dinâmica do fogo e responsabilidades, e autoridades avaliam a possibilidade de fechar temporariamente locais com práticas que representem risco, como o uso de sinalizadores em ambientes fechados.

O caso deverá motivar revisões nas regras de segurança em estabelecimentos de entretenimento na região e reforçar a fiscalização sobre o uso de artefatos pirotécnicos em áreas internas, para tentar evitar novas tragédias.

Autoridades ainda não divulgaram um balanço final definitivo das vítimas, e os números podem ser atualizados conforme o andamento das buscas e dos atendimentos médicos.