Incêndio em bar na Suíça ocorreu durante festa de Ano-Novo, 119 feridos, promotores dizem que “o fogo teve origem em sinalizadores ou velas tipo sinalizadores colocadas sobre garrafas de champagne”, identificação das vítimas avança
Na madrugada de 1º de janeiro, um incêndio devastou um bar na estação de esqui de Crans-Montana, nos Alpes suíços, durante uma festa de Ano-Novo, deixando dezenas de mortos e dezenas de feridos.
O local atingido, Le Constellation, estava lotado, e relatos e imagens nas redes sociais mostram fogos e velas perto do teto pouco antes do fogo se alastrar.
As informações usadas nesta reportagem foram obtidas a partir das apurações publicadas pelo g1, conforme informação divulgada pelo g1.
O que as autoridades dizem sobre as causas
A promotora do cantão de Valais, Béatrice Pilloud, afirmou em entrevista coletiva que tudo indica que, “o fogo teve origem em sinalizadores ou velas tipo sinalizadores colocadas sobre garrafas de champagne”. A declaração integra a linha principal da investigação, que apura também o respeito às normas de segurança no estabelecimento.
A promotoria interrogou os proprietários como testemunhas, e até a última atualização não havia sido atribuída qualquer responsabilidade penal, segundo as fontes citadas.
Balanco de vítimas e identificação
O incêndio deixou 40 mortos e 119 feridos, em sua maioria jovens, segundo o balanço mais recente. O chefe da polícia, Frédéric Gisler, informou que, “A maioria das vítimas foi encontrada no bar”.
Sobre os feridos, Gisler anunciou que “113 dos 119 feridos já puderam ser ‘formalmente’ identificados”. Entre os identificados estão 71 suíços, 14 franceses, 11 italianos, quatro sérvios, além de um bósnio, um belga, um luxemburguês, um polonês e um português, informou a polícia. Para outros 14 feridos a nacionalidade ainda não foi estabelecida.
As autoridades divulgaram o nome do italiano Emanuele Galeppini, de 16 anos, entre as vítimas. Em nota no X, o Itamaraty disse que “não há registro, até o momento, de vítimas brasileiras”.
Posição dos donos e segurança do local
O proprietário do Constellation, Jacques Moretti, que administra o bar com a esposa Jessica, declarou ao jornal “Tribune de Genève” que o estabelecimento havia sido submetido a “três inspeções em dez anos” e que “tudo foi feito dentro das normas”. Moretti disse ainda, “Faremos todo o possível para ajudar a esclarecer as causas [da tragédia]. Estamos fazendo tudo que está ao nosso alcance. Não conseguimos dormir nem comer, estamos todos muito mal”.
O bar funciona no térreo de um prédio residencial, tem capacidade para 300 pessoas, além de outras 40 na varanda, segundo o site da estação de esqui. Testemunhas relataram que o espaço de eventos no subsolo, onde o fogo começou, estava ligado ao térreo apenas por uma escada, descrita por alguns como “estreita”.
Próximos passos da investigação e impacto
Investigadores seguem apurando a dinâmica do incêndio, verificando reformas recentes, a disposição do local e o cumprimento das normas, com base em depoimentos, imagens e laudos técnicos. A lista de presentes está sendo compilada com informações fornecidas pelos proprietários e por testemunhas.
O caso mobiliza autoridades locais e internacionais por envolver turistas de várias nacionalidades, e a investigação deve detalhar responsabilidades e apontar medidas para evitar tragédias semelhantes em locais de lazer e entretenimento.