quinta-feira, junho 4, 2026

Inflação 2026: mercado reduz projeção para 3,95% e mantém expectativa de queda dos juros, PIB mais fraco e dólar estável, aponta Boletim Focus

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Mercado financeiro corta estimativa do IPCA para 3,95% em 2026, prevê Selic a 12,25% no fim do ano e mantém projeções de crescimento e câmbio, segundo o Focus

Os economistas do mercado financeiro reduziram a projeção de inflação para 2026, colocando a estimativa do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, IPCA, em 3,95%.

A série de recuos no indicador chegou ao sexto corte seguido, depois de o mercado ter ajustado a previsão de 3,97% para 3,95%, resultado de uma pesquisa com mais de 100 instituições financeiras.

Os dados constam do boletim ‘Focus’, divulgado nesta quarta-feira (18) pelo Banco Central, conforme informação divulgada pelo g1

O que mudou na projeção de inflação

Se confirmada a previsão do mercado, o IPCA de 2026 ficará abaixo do registrado no ano anterior, quando somou 4,26%. As expectativas para anos seguintes foram mantidas, com projeção de 3,80% para 2027 e 3,50% para 2028 e 2029.

A redução recente reflete uma leitura mais tranquila sobre pressões de preços neste ano, apesar do cenário de juros elevados ainda presente na economia.

Juros, câmbio e a expectativa do mercado

Após a taxa básica da economia, a Selic, ter fechado 2025 em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos, o mercado continua a projetar recuos ao longo de 2026.

Para o fim de 2026, a expectativa de mercado foi mantida em 12,25% ao ano, o que representa uma queda de 2,25 pontos percentuais em relação ao fechamento de 2025. As projeções para o encerramento de 2027 e 2028 estão em 10,50% e 10% ao ano, respectivamente.

Na comparação com o câmbio, os analistas mantiveram a projeção de estabilidade, com o dólar estimado para encerrar 2026 em R$ 5,50, depois da moeda ter fechado 2025 em R$ 5,4887.

Atividade econômica e perspectivas para o PIB

O mercado manteve a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto, PIB, em 1,80% para 2026, abaixo dos cerca de 2,25% projetados para 2025. A mesma previsão de 1,8% foi repetida para 2027.

O boletim lembra que o resultado oficial do PIB do ano passado ainda não foi divulgado pelo IBGE, e que a desaceleração prevista para 2026 reflete um cenário de juros mais altos, com impacto sobre investimento e consumo.

Por que esses números importam

Inflação menor ajuda a preservar o poder de compra da população, especialmente de quem tem renda mais baixa, porque os preços avançam mais devagar do que em cenários de maior inflação.

Ao mesmo tempo, a trajetória de juros e câmbio influencia custos de crédito, investimentos e a dinâmica dos preços, razão pela qual o mercado acompanha de perto cada atualização do Boletim Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central.

As informações apresentadas neste texto foram extraídas do boletim ‘Focus’ e dos dados citados pela publicação do g1, com base na pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras.

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