INPC fecha em 3,90% e reajuste das aposentadorias acima do mínimo ficará abaixo da inflação oficial, entenda impacto no teto e no benefício em 2026
Com INPC em 3,90% e IPCA em 4,26%, o reajuste das aposentadorias acima do piso perde para a inflação, veja o que muda no teto da Previdência e nas regras para 2026
O fechamento do Índice Nacional de Preços ao Consumidor, o INPC, em 3,90% em 2025 indica que o reajuste dos benefícios do INSS pagos acima do salário mínimo ficará abaixo da inflação oficial do país.
Enquanto isso, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, o IPCA, encerrou o ano com alta de 4,26%, o que sinaliza perda de poder de compra para quem tem benefício acima do piso.
As informações sobre índices e valores foram divulgadas pelo g1, confira os números e as implicações para aposentados e pensionistas a seguir, conforme informação divulgada pelo g1.
Como o INPC afeta o reajuste das aposentadorias
O INPC é usado como índice de reajuste de aposentadorias desde 2003 e serve de base para corrigir benefícios pagos acima do mínimo. Com o INPC em 3,90% no ano, o aumento aplicado a esses benefícios ficará menor que a inflação medida pelo IPCA.
O IPCA, considerado a inflação oficial do país, encerrou o ano com alta de 4,26%, portanto, quem recebe acima do piso terá correção inferior à variação geral de preços.
Valores do teto e do salário mínimo em 2026
Com a correção pelo INPC, o teto da Previdência Social deverá subir de R$ 8.157,41 para R$ 8.474,55 em 2026, valor que depende da publicação de portaria no Diário Oficial da União para ser oficializado.
Para os segurados que recebem um salário mínimo, o reajuste é automático e acompanha a atualização do piso nacional, o novo valor do salário mínimo, de R$ 1.621, passou a valer a partir da quinta-feira passada, 1º.
Detalhes da variação do INPC em dezembro e no ano
Em dezembro, o INPC teve alta de 0,21%, resultado 0,18 ponto percentual acima do observado em novembro, que foi 0,03%, e inferior à taxa de dezembro de 2024, que havia sido de 0,48%.
No acumulado de 2025, o INPC avançou 3,90%, resultado 0,87 ponto percentual inferior aos 4,77% registrados em 2024. Em dezembro, os produtos alimentícios aceleraram, passando de queda de 0,06% em novembro para alta de 0,28% em dezembro.
Impactos regionais e para quem recebe benefício acima do mínimo
As variações também diferiram por região, Porto Alegre registrou a maior variação em dezembro, de 0,57%, influenciada pelas altas da energia elétrica residencial, 3,87%, e das carnes, 2,04%.
Curitiba teve a menor variação em dezembro, com queda de 0,22%, associada aos recuos da energia elétrica residencial, -3,23%, e das frutas, -4,82%. No ano, os preços dos produtos alimentícios subiram 2,63%, enquanto os não alimentícios tiveram alta de 4,32%.
Para os segurados com benefícios acima do mínimo, a diferença entre INPC e IPCA representa perda de poder de compra, portanto, é importante revisar planejamento financeiro e considerar alternativas, como previdência complementar, para reduzir o impacto real dessa defasagem.