quinta-feira, junho 4, 2026

Investigação da UE contra Shein por venda de produtos ilegais e design viciante, foco em proteção de menores e transparência de algoritmos

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Comissão Europeia abre procedimento formal para verificar práticas da Shein, incluindo retirada de bonecas sexuais, pontos por engajamento e sistemas de recomendação

A União Europeia iniciou, em 17/02/2026, uma investigação formal sobre a varejista online chinesa Shein, por suspeitas de venda de produtos ilegais e por práticas de design viciante que podem afetar o bem-estar dos usuários.

O procedimento usa como base a Lei de Serviços Digitais do bloco, que exige que plataformas online atuem para combater conteúdos e produtos ilegais e prejudiciais, e avaliar a transparência dos algoritmos que propõem conteúdos e produtos.

A apreensão sobre a empresa cresceu depois de alertas a respeito da venda de bonecas sexuais com aparência infantil, e da preocupação com mecanismos que oferecem pontos ou recompensas pelo engajamento, conforme informação divulgada pelo g1.

O que motivou a investigação

A medida da Comissão Europeia decorre de alertas de autoridades, inclusive da França, que em novembro solicitou ação contra a venda de bonecas sexuais com aparência infantil na plataforma da Shein.

Em resposta, a Shein declarou ter interrompido a venda de todas as bonecas sexuais em todo o mundo, e a investigação agora avaliará se os sistemas da empresa limitam efetivamente a oferta de produtos ilegais, incluindo possível material de abuso sexual infantil.

Quais pontos específicos serão avaliados

Além da proibição de produtos, a apuração da UE se concentrará no design viciante da plataforma, como a concessão de pontos ou recompensas pelo engajamento, que podem ter impacto negativo no bem-estar dos usuários.

A Comissão também vai analisar a transparência dos sistemas de recomendação usados pela Shein para sugerir conteúdos e produtos, e as medidas adotadas para proteger usuários jovens, incluindo mecanismos de verificação de idade.

Posição da Shein e medidas anunciadas

A empresa afirmou que cooperará com o órgão regulador da UE e que investiu significativamente em conformidade com as regras europeias, incluindo a realização de avaliações de risco sistêmico e estruturas de mitigação.

A Shein disse também que acelerou a implementação de salvaguardas em torno de produtos com restrição de idade e reforçou ferramentas de detecção para impedir que menores visualizem ou comprem itens restritos.

O que a UE declarou

Em comunicado, a chefe de tecnologia da UE, Henna Virkkunen, afirmou que a regra serve para proteger consumidores e aumentar a transparência sobre algoritmos, e que a Comissão avaliará a responsabilidade da plataforma:

A Lei dos Serviços Digitais mantém os consumidores seguros, protege seu bem-estar e os capacita com informações sobre os algoritmos com os quais estão interagindo. Avaliaremos se a Shein está respeitando essas regras e sua responsabilidade, disse a chefe de tecnologia da UE, Henna Virkkunen, em um comunicado.

A ação da UE amplia o escrutínio sobre varejistas digitais como a Shein e sua rival Temu, que se tornaram símbolos das preocupações com o fluxo de produtos chineses baratos para o mercado europeu e com a necessidade de regulação mais rígida das plataformas online.

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