quinta-feira, junho 4, 2026

Investigação interna do Banco Central sobre o caso Master indica que liquidação poderia ter sido antecipada e focaliza atuação da gestão Campos Neto

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Auditoria do BC apura desde 2019 decisões sobre transferência de controle e consolidação que levou cerca de dois anos, e investiga indícios de problemas de liquidez em 2024 no caso Master

Uma investigação interna no Banco Central busca esclarecer a condução do órgão no chamado caso Master, com foco nas medidas tomadas durante a gestão do ex-presidente Roberto Campos Neto.

Fontes informam que a auditoria revisa atos desde a autorização para transferência de controle até as providências adotadas quando surgiram dificuldades de liquidez.

Os trabalhos consideram se havia elementos para que a liquidação tivesse sido determinada em momento anterior, conforme informação divulgada pelo g1.

O que a investigação interna do Banco Central está examinando

A investigação interna aberta no Banco Central tem como prioridade acompanhar o processo e as medidas adotadas pelo órgão desde 2019.

Segundo as apurações, a auditoria engloba a autorização do BC para a transferência do controle do banco Máxima para o Master, passando pela consolidação do processo, que levou cerca de dois anos, até os problemas de liquidez identificados pelo órgão em 2024.

Possível atraso na liquidação e impacto financeiro

A principal linha de trabalho dos auditores é a de que existiam indícios para que a medida que determinou a liquidação do Banco Master deveria ter sido tomada antes.

A liquidação é considerada uma medida drástica, mas a investigação destaca que ela poderia ter evitado um rombo financeiro que, só ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC), custa quase R$ 50 bilhões, além de afetar fundos de pensão e outros investidores não cobertos pela garantia do fundo.

Contexto de investigações externas e repercussão

A apuração interna responde ao avanço de investigações do Ministério Público Federal no caso Master, que apontam indícios de problemas de liquidez e de vendas de carteiras fictícias ainda em 2024.

Além disso, as defesas de ex-gestores do banco contestam que a liquidação teria sido precipitada, o que a auditoria do BC busca confrontar com documentos e cronologias internas.

O que vem a seguir na apuração do caso Master

Auditores do Banco Central devem seguir analisando autorizações, relatórios de supervisão e decisões administrativas para estabelecer se houve omissão ou atraso na tomada de medidas.

O aprofundamento das conclusões poderá ter impacto sobre avaliações internas da gestão, e também alimentar apurações externas, inclusive as conduzidas pelo Ministério Público Federal.

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