IPVA da LaFerrari do DF passa de R$ 1 milhão, maior do Brasil, e paga apartamento no Leblon; entenda valores, comparações e o ranking por estado

IPVA 2026 da LaFerrari no Distrito Federal soma R$ 1.067.933,76, valor suficiente para quitar um apê de 41,5 m² no Leblon, enquanto outra LaFerrari em SC gera R$ 760.874,74

A cobrança do IPVA sobre carros de luxo voltou a chamar atenção por números astronômicos, com um supercarro registrando o maior imposto do país em 2026. O caso mais emblemático é o de uma LaFerrari registrada no Distrito Federal, cujo tributo ultrapassou R$ 1 milhão.

O peso do imposto não se limita ao DF, o que mostra como a alíquota estadual transforma valores de mercado em boletos muito diferentes dependendo da unidade federativa. A reportagem traz comparações diretas sobre o que dá para comprar com esses valores e como a variação de alíquotas altera o cenário.

Os números e exemplos citados a seguir foram compilados e divulgados pelo g1, conforme informação divulgada pelo g1

O IPVA mais caro do país, e a comparação com Santa Catarina

No Distrito Federal, uma LaFerrari foi avaliada em R$ 35.597.792, e o IPVA 2026 custou R$ 1.067.933,76, o maior imposto cobrado no país neste ano.

Ainda existe, no Brasil, outra LaFerrari mais valorizada em termos nominais. Em Santa Catarina, a unidade foi avaliada em R$ 38.043.737, gerando um imposto de R$ 760.874,74, montante menor por causa da alíquota aplicada no estado.

Esses dois exemplos mostram que, mesmo quando o veículo tem preço venal maior, a alíquota estadual pode fazer o imposto final ficar bem abaixo do cobrado em outro estado.

O que dá para comprar com o IPVA de R$ 1.067.933,76

Com o valor do IPVA da LaFerrari do DF, é possível adquirir bens de alto valor, ou mesmo um imóvel em área nobre do Rio de Janeiro. Segundo o Índice FipeZAP 2025, o preço médio do metro quadrado no Leblon é de R$ 25.717.

Com o imposto de R$ 1.067.933,76, daria para quitar, à vista, um apartamento de 41,5 metros quadrados na região da praia no Leblon.

Além disso, o g1 lista comparações de compra à vista que ilustram o poder de compra do imposto:

  • Um Porsche 911 Carrera, R$ 980.000, e ainda sobraria troco para um Renault Kwid, R$ 78.690;
  • Quase dois Porsche 718 Cayman, R$ 535.000 cada, faltando R$ 2.066,24 para completar a compra dos dois;
  • 9 Fiat Strada, preço inicial de R$ 113.490 cada;
  • 9 Volkswagen Polo, preço inicial de R$ 112.990 cada;
  • 11 Fiat Argo, preço inicial de R$ 96.790 cada;
  • 8 Volkswagen T-Cross, preço inicial de R$ 119.990 cada;
  • 11 Hyundai HB20, preço inicial de R$ 95.190 cada.

Por que o IPVA varia tanto entre estados

A diferença nos valores de IPVA entre estados vem, principalmente, das alíquotas aplicadas sobre o valor venal do veículo. No Brasil, a alíquota do imposto varia, conforme as regras estaduais, girando entre 1% e 4%.

Isso significa que o mesmo carro pode gerar impostos muito diferentes conforme o registro, por exemplo, um veículo avaliado em R$ 13 milhões teve IPVA de R$ 392.808,81 no DF, enquanto em outro estado, com alíquota menor, o valor seria consideravelmente inferior.

Além da alíquota, o critério de avaliação do veículo adotado pela Secretaria da Fazenda de cada estado também influencia o imposto final.

Panorama por estados e padrões observados

O levantamento do g1 mostra que, em vários estados, os veículos com os maiores IPVAs são Ferraris, Lamborghinis, Porsches e outros modelos de luxo. Em estados como São Paulo e Paraná, há registros de Porsche 918 Spyder e McLaren entre os líderes, com IPVA na casa das centenas de milhares de reais.

No Pará, por exemplo, o destaque foi para três unidades de Ferrari LaFerrari, com valores venais chegando a R$ 37.734.168 e IPVA 2026 de R$ 943.354,20 para a versão mais cara, e R$ 893.177,50 para outras duas avaliações iguais.

Em Santa Catarina, além da LaFerrari cujo IPVA ficou em R$ 760.874,74, aparecem Ferraris Daytona SP3 com IPVAs de R$ 399.871,46 e R$ 371.790,50, o que evidencia concentração de veículos de alto valor em alguns estados.

Esses números reforçam que o debate sobre tributação de veículos de luxo passa pela combinação entre valor venal declarado, critério de avaliação estadual e alíquota aplicada, fatores que determinam se o imposto será mais ou menos pesado para o proprietário.

O que observar daqui para frente

Proprietários de carros de alto valor devem acompanhar a metodologia de avaliação do estado onde o veículo está registrado, e eventuais mudanças nas alíquotas que podem ocorrer por decisões legislativas estaduais.

Do ponto de vista do contribuinte, é importante conferir os critérios de cálculo e, quando houver divergência sobre o valor venal, buscar esclarecimento ou contestação junto à Secretaria da Fazenda local.

Os dados citados neste texto foram compilados e divulgados pelo g1, conforme informação divulgada pelo g1