IPVA da LaFerrari registrada no Distrito Federal chega a R$ 1.067.933,76, o maior do país, e compra equivalente a um apê no Leblon, segundo levantamento
Um exemplar da LaFerrari registrado no Distrito Federal gerou o maior IPVA do Brasil em 2026, acima de R$ 1 milhão. O número chama atenção não apenas pelo montante do imposto, mas pelas comparações possíveis com bens de alto valor.
O imposto cobrado sobre o supercarro supera o que proprietários pagam em estados onde há veículos avaliados em valores maiores, por causa das diferentes alíquotas do IPVA. A história coloca em evidência como a base de cálculo e a alíquota mudam a fatura final.
Os dados desta reportagem seguem o levantamento divulgado pelo g1, com valores e exemplos usados para comparar o impacto do tributo nas finanças de donos de carros de luxo, conforme informação divulgada pelo g1.
O exemplar do Distrito Federal e características do modelo
O Distrito Federal tembém tem um exemplar da LaFerrari, avaliada em R$ 35.597.792. O IPVA 2026 custou R$ 1.067.933,76 e é o mais caro do Brasil. A LaFerrari foi produzida pela Ferrari entre 2013 e 2018, como primeiro carro híbrido da montadora.
Em termos de desempenho, a ficha técnica do modelo traz: Potência: 950 cv, Aceleração de 0 a 100 km/h: 2,6 segundos, Velocidade máxima: 350 km/h. O motor é um 6.2 V12, gerando 789 cv que, combinados com o sistema híbrido, alcançam os 950 cv e 91,7 kgfm de torque.
Quanto dá para comprar com o IPVA da LaFerrari
Com o valor do IPVA de 2026 da LaFerrari registrada no Distrito Federal, é possível comprar um pequeno imóvel no bairro mais caro do Rio de Janeiro, o Leblon. Segundo o Índice FipeZAP 2025, o preço médio do metro quadrado na praia é de R$ 25.717, portanto, com o imposto seria possível quitar um apartamento de 41,5 metros quadrados na região.
Além do imóvel, o levantamento traz equivalências imediatas do montante pago em IPVA, mostrando ordens de grandeza:
- Um Porsche 911 Carrera, de R$ 980.000, e ainda volta troco para a compra de um Renault Kwid, de R$ 78.690;
- Quase dois Porsche 718 Cayman, de R$ 535.000 cada, faltando R$ 2.066,24;
- 9 Fiat Strada, com preço inicial de R$ 113.490;
- 9 Volkswagen Polo, com preço inicial de R$ 112.990;
- 11 Fiat Argo, com preço inicial de R$ 96.790;
- 8 Volkswagen T-Cross, com preço inicial de R$ 119.990;
- 11 Hyundai HB20, com preço inicial de R$ 95.190.
Como alíquotas e avaliações mudam o valor final do IPVA
No Brasil, há mais um exemplar da LaFerrari, ainda mais caro. Uma unidade em Santa Catarina foi avaliada em R$ 38 milhões, mas a alíquota do IPVA no estado é de 2%. Assim, o boleto pago pelo proprietário é “mais barato”, de R$ 760.874,74. Esse contraste mostra que veículos com valor venal maior nem sempre geram o maior imposto, por causa das alíquotas estaduais.
O levantamento do g1 também listou os carros com IPVA mais caro em cada unidade da federação, com exemplos que vão de Porsche a Lamborghini, Ferrari e Rolls-Royce, e com alíquotas variando entre 1% e 4% entre os estados, o que altera muito o montante final do imposto.
Em alguns estados, supercarros com avaliação menor tiveram IPVA inferior ao cobrado no Distrito Federal, por causa da combinação entre valor venal e alíquota aplicada pelo estado, e isso explica por que a LaFerrari do DF lidera o ranking nacional de imposto em 2026.
O que fica para o bolso do contribuinte
O caso da LaFerrari no Distrito Federal ilustra como a propriedade de veículos de alto valor traz custos fiscais expressivos, e como esses custos podem ser comparáveis a aquisições importantes, como imóveis e vários carros de passeio. Para donos de carros importados ou colecionáveis, a escolha do estado de registro pode reduzir ou aumentar substancialmente o IPVA.
Em resumo, além do valor do veículo, é a alíquota estadual que define o tamanho da conta, e em 2026 a combinação no Distrito Federal resultou no maior IPVA do país, o que alimenta debates sobre tributação de bens de luxo e justiça fiscal.
Fontes e levantamentos citados, conforme informação divulgada pelo g1.