Irã afirma ter lançado 4 mísseis contra porta-aviões dos EUA, mira no USS Abraham Lincoln e amplia crise após retaliações a ataques de Estados Unidos e Israel

Guarda Revolucionária afirma ter atacado o USS Abraham Lincoln, versão iraniana diz que projéteis foram lançados, ainda sem confirmação por fontes independentes

Autoridades iranianas divulgaram que a Guarda Revolucionária lançou quatro mísseis balísticos contra um porta-aviões dos Estados Unidos, identificado como USS Abraham Lincoln, em novo capítulo da escalada entre Teerã, Washington e Jerusalém.

Não há, até o momento, confirmação independente de que os projéteis tenham atingido a embarcação, e os Estados Unidos ainda não informaram danos. A ação faz parte de uma série de retaliações do Irã a ataques norte-americanos e israelenses na região.

As informações foram reunidas a partir do material recebido e divulgadas pelo g1, que acompanhou as comunicações oficiais e relatos locais, conforme informação divulgada pelo g1.

O ataque ao porta-aviões e a dinâmica dos lançamentos

Segundo anúncio feito pela Guarda Revolucionária, foram disparados quatro mísseis balísticos em direção ao convés do porta-aviões, que estava em operação no Golfo Pérsico. Fontes iranianas afirmam que a ação ocorreu neste domingo, como parte de uma resposta militar a ofensivas realizadas por Estados Unidos e Israel nos dias anteriores.

Representantes militares dos EUA informaram que nenhum militar americano ficou ferido nas ações qualificadas como retaliação, e avaliaram que os danos a bases norte-americanas na região foram “mínimos”, de acordo com relatos oficiais citados nas coberturas internacionais.

Mortes, luto nacional e declarações oficiais

O governo do Irã anunciou 40 dias de luto nacional e sete dias de feriado geral após o episódio que, segundo fontes estatais, resultou na morte do líder supremo, aiatolá Ali Khamenei. Em nota oficial, publicada pela agência estatal, o executivo iraniano afirmou: “É com profundo pesar e consternação que informamos que, após o ataque brutal do governo criminoso dos Estados Unidos e do regime abjeto sionista, o modelo de fé, luta e resistência, o líder supremo da Revolução Islâmica, sua eminência o grande aiatolá Ali Khamenei, alcançou a grande graça do martírio”.

A mesma nota chama o episódio de “crime” e diz que “marcará uma nova página na história do mundo islâmico e do xiismo”. A Guarda Revolucionária também divulgou comunicado afirmando que as forças armadas e o Basij “continuarão poderosamente o caminho de seu guia”.

Daquele ataque inicial, agências e veículos iranianos relataram amplas consequências, com números citados pela imprensa local, que apontou que a ofensiva de Estados Unidos e Israel deixou 201 mortos e 747 feridos, segundo informações da rede humanitária Crescente Vermelho repassadas pela imprensa iraniana.

Reações de líderes e menções públicas

Na sequência, o ex-presidente norte-americano Donald Trump publicou comentários afirmando que Khamenei não conseguiu escapar dos sistemas de inteligência dos EUA, e escreveu que “não havia nada” que o líder supremo pudesse fazer. Em publicação, Trump afirmou também, em tradução livre, que “Khamenei, uma das pessoas mais malignas da História, está morto” e que isso seria “justiça” para vítimas de ações atribuídas ao regime.

Do lado israelense, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou haver indícios de que o líder supremo havia sido morto e disse que forças israelenses destruíram um complexo ligado a Khamenei. Netanyahu também declarou que “milhares de alvos” serão atacados nos próximos dias e pediu à população iraniana que se manifeste contra o regime.

O que se sabe e o que segue sem confirmação

Há confirmação pública do Irã sobre o disparo de mísseis contra o porta-aviões e relatos de ataques iranianos a bases americanas em países do Oriente Médio. Ainda não há comprovação independente sobre impacto dos mísseis no USS Abraham Lincoln.

Explosões foram registradas em Teerã e outras cidades iranianas durante a ofensiva israelense e norte-americana, segundo agências, e sistemas defensivos na região foram acionados. Os desdobramentos diplomáticos e militares seguem em evolução, com países do Golfo convocando reuniões e a comunidade internacional em alerta.

As informações e números citados ao longo do texto foram obtidos a partir do material divulgado pelo g1 e por agências que cobriram declarações oficiais iranianas e relatos locais, conforme informação divulgada pelo g1.