quinta-feira, junho 4, 2026

Jeffrey Epstein CPF ativo no Brasil, registro de 2003 confirmado por documentos dos EUA, CPF segue regular na Receita e havia troca sobre cidadania

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Documentos do Departamento de Justiça dos EUA citam o CPF de Jeffrey Epstein, apontam emissão em 2003 e situação regular na Receita Federal, e mostram emails sobre possível cidadania brasileira

Arquivos recentes do Departamento de Justiça dos Estados Unidos incluem referência, entre documentos apreendidos, a um CPF vinculado ao nome de Jeffrey Epstein, cadastro emitido no Brasil em 2003.

A presença do documento nas pastas americanas reacende perguntas sobre vínculos financeiros e deslocamentos do bilionário, e também sobre a possibilidade de naturalização, tema que surge em trocas de email de 2011.

O g1 confirmou que o registro do CPF de Epstein na Receita Federal foi feito em 2003 e permanece em situação regular, conforme informação divulgada pelo g1.

Como o CPF aparece nos arquivos dos EUA

A informação sobre a existência do documento aparece em uma lista de arquivos divulgada pelo órgão americano nas últimas semanas, em uma pasta chamada “Arquivos diversos”, referente a Jeffrey Epstein. Os registros tornados públicos pelo Departamento de Justiça incluem menções a dados cadastrais que constam no Brasil.

Situação cadastral e regras da Receita Federal

A verificação junto à Receita Federal confirmou o CPF emitido em 2003 e a manutenção da situação regular do cadastro. A Receita informou que a possibilidade de um estrangeiro solicitar inscrição no CPF está prevista na Instrução Normativa 2.172/2024.

O órgão destacou ainda que qualquer medida relacionada ao CPF de uma pessoa estrangeira falecida, como é o caso de Epstein, só pode ser solicitada por: inventariante, cônjuge, companheiro ou sucessor legal, no caso de haver bens a inventariar no Brasil, ou cônjuge, companheiro, parente ou beneficiário de pensão por morte, caso não haja bens a inventariar no Brasil.

Troca de emails sobre cidadania brasileira

Em uma troca de emails datada de outubro de 2011, a empresária e investidora Nicole Junkermann perguntou a Epstein se ele já havia considerado obter cidadania brasileira. Na mensagem registrada nos arquivos, ele respondeu, traduzido ao português, “Ideia interessante, mas os vistos podem ser um problema ao viajar para outros países”, e os dois se encontraram no mesmo dia em um hotel de luxo.

Breve resumo do caso e implicações

Jeffrey Epstein era alvo de denúncias e processos por tráfico sexual de menores e outros crimes, em investigações que tramitaram por anos na Justiça americana. De acordo com o governo dos EUA, o bilionário explorou sexualmente mais de 250 meninas menores de idade.

Epstein foi preso em julho de 2019 e, em agosto do mesmo ano, foi encontrado morto na prisão. A divulgação de arquivos adicionais pelo Departamento de Justiça reacende o interesse público e jurídico sobre vínculos internacionais, movimentações e possíveis responsáveis por sua rede.

As novas menções ao CPF brasileiro aparecem no contexto dessas publicações de arquivos, e devem ser agora objeto de análise por autoridades e interessados, tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil.

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