João Carlos Mansur, ex-executivo da Reag investigado na 2ª fase da Operação Compliance Zero, ligado a apurações sobre fraudes no Banco Master e bloqueios bilionários

Operação da Polícia Federal cumpriu 42 mandados de buscas, apreendeu bens e determinou sequestro de mais de R$ 5,7 bilhões, investigação envolve Daniel Vorcaro e Nelson Tanure

João Carlos Mansur, fundador e ex-executivo da Reag Investimentos, é apontado como um dos investigados na segunda fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal.

A ação mira um suposto esquema de fraudes financeiras no Banco Master, com apreensões e bloqueios de bens e valores relacionados aos investigados.

A investigação alcançou também o dono do banco, Daniel Vorcaro, e o empresário Nelson Tanure, conforme informação divulgada pelo g1

O que a investigação apura

Segundo a Polícia Federal, havia captação de recursos, aplicação em fundos e desvio para o patrimônio pessoal de Vorcaro e de familiares.

Na decisão que autorizou a ação, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, determinou a execução de 42 mandados de buscas, além do sequestro e bloqueio de bens e valores que superam R$ 5,7 bilhões, segundo a PF.

Durante os cumprimentos, foram apreendidos bens de alto valor, como carros e relógios, e também encontrado dinheiro em espécie, contabilizado até o momento em R$ 97,3 mil.

Ligação de Mansur com a Reag e trajetória profissional

De acordo com as informações, João Carlos Mansur fundou a Reag Investimentos em 2012 e tem formação em ciências contábeis.

Mansur soma cerca de 35 anos de experiência no mercado financeiro e atua como conselheiro independente autorizado pela Comissão de Valores Mobiliários, tendo experiência em auditoria, controladoria e gestão financeira.

Em seu perfil público, ele afirma ter estruturado mais de 200 fundos, incluindo FII, FIP e FIDC, e passado por empresas como PricewaterhouseCoopers, Monsanto, Tishman Speyer e WTorre Arenas.

Polêmicas anteriores e renúncia

Mansur já esteve envolvido em episódios controversos, e renunciou ao cargo de presidente do conselho de administração da Reag em setembro do ano passado.

A saída ocorreu após a empresa ter sido alvo de uma megaoperação contra o Primeiro Comando da Capital, investigação que apontou irregularidades na produção e distribuição de combustíveis e um esquema bilionário de fraudes e lavagem de dinheiro envolvendo fintechs e fundos, conforme apurado pelo g1.

Medidas praticadas e próximos passos

Além das apreensões e do bloqueio de ativos, as equipes da Polícia Federal recolheram o celular do proprietário do Banco Master durante os mandados.

Os mandados foram cumpridos em diversos estados, incluindo endereços em São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, e em pontos na Avenida Faria Lima, conforme informação divulgada pelo g1.

Com a investigação em andamento, as autoridades seguem analisando documentos e movimentações financeiras para mapear o suposto esquema e identificar responsabilidades.