quinta-feira, junho 4, 2026

João Carlos Mansur, fundador da Reag e ex-executivo, é investigado na Operação Compliance Zero por suposto esquema no Banco Master e bloqueio de R$ 5,7 bilhões

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João Carlos Mansur está na mira da PF na segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga captação de recursos, aplicações em fundos e desvio de valores ligados ao Banco Master

João Carlos Mansur, fundador e ex-executivo da Reag Investimentos, aparece entre os alvos da etapa mais recente da operação da Polícia Federal.

A ação, deflagrada em 14 de dezembro, envolve busca e apreensão em endereços vinculados a sócios e familiares do proprietário do Banco Master, além de bloqueios e sequestros de bens.

Entre os outros investigados estão o dono do banco, Daniel Vorcaro, e o empresário Nelson Tanure, segundo as informações da investigação.

conforme informação divulgada pelo g1

O que a investigação aponta

De acordo com as medidas, a PF apura um suposto esquema de captação de recursos, aplicação em fundos e desvio para o patrimônio de Vorcaro e de seus familiares.

Na decisão do Supremo Tribunal Federal que autorizou a ação, foram determinados, segundo a Polícia Federal, 42 mandados de buscas, além do sequestro e bloqueio de bens e valores que superam R$ 5,7 bilhões.

Durante o cumprimento dos mandados, os agentes também encontraram dinheiro em espécie, totalizando R$ 97,3 mil contabilizados até a última atualização, e o celular do proprietário do Banco Master foi apreendido.

Mandados, locais e bens apreendidos

Os mandados foram cumpridos em São Paulo, incluindo endereços na Avenida Faria Lima, e nos estados da Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.

Em endereços ligados aos investigados foram apreendidos veículos, relógios de luxo e outros bens de valor, conforme informado pela Polícia Federal.

Quem é João Carlos Mansur

Formado em ciências contábeis, Mansur fundou a Reag Investimentos em 2012 e acumula cerca de 35 anos de experiência no mercado financeiro.

Ele é conselheiro independente autorizado pela Comissão de Valores Mobiliários, e, segundo seu perfil profissional, afirma ter estruturado mais de 200 fundos, incluindo FII, FIP e FIDC, além de participar de operações no mercado de capitais.

Mansur atuou em empresas como PricewaterhouseCoopers, Monsanto, Tishman Speyer e WTorre Arenas, e esteve envolvido na criação do estádio Allianz Parque.

Polêmicas anteriores e renúncia na Reag

Em setembro do ano anterior, Mansur renunciou ao cargo de presidente do conselho de administração da Reag, após a empresa ter sido alvo de uma megaoperação ligada a investigações contra o Primeiro Comando da Capital.

Na época, a Polícia Federal apontou irregularidades na produção e distribuição de combustíveis, e um esquema bilionário de fraudes e lavagem de dinheiro envolvendo fintechs, fundos e outras empresas do setor financeiro.

O caso atual amplia o foco da apuração sobre possíveis fluxos financeiros entre captações, aplicações em fundos e eventual apropriação de recursos, com desdobramentos que incluem bloqueios patrimoniais relevantes.

Ao longo da apuração, a PF segue levantando documentos e conduzindo perícias, enquanto os alvos da investigação podem ser chamados a prestar esclarecimentos nos próximos passos da operação.

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