João Carlos Mansur, fundador da Reag e ex-executivo investigado na Operação Compliance Zero por suspeita de fraudes no Banco Master, bloqueio de R$ 5,7 bilhões
Perfil, carreira e envolvimento na segunda fase da Operação Compliance Zero, que apura supostas fraudes financeiras no Banco Master e levou a apreensões e bloqueio de bens em vários estados
João Carlos Mansur é fundador da Reag Investimentos e figura entre os alvos da segunda fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal nesta quarta-feira.
Ele é investigado no inquérito que apura um suposto esquema de fraudes financeiras no Banco Master, ação que envolveu buscas e apreensões em endereços ligados ao dono do banco, Daniel Vorcaro, e a familiares.
Além de Mansur, o empresário Nelson Tanure também aparece como alvo, em investigação que aponta captação de recursos, aplicação em fundos e desvio para o patrimônio pessoal de Vorcaro e seus familiares, conforme informação divulgada pelo g1.
Trajetória profissional de João Carlos Mansur
Formado em ciências contábeis, Mansur fundou a Reag Investimentos em 2012 e declara ter 35 anos de experiência no mercado financeiro.
Em seu perfil profissional, ele afirma ter estruturado mais de 200 fundos de investimento, incluindo FII, FIP e FIDC, e atuar como conselheiro independente autorizado pela CVM para gerir carteiras de investimentos.
Ao longo da carreira, trabalhou em empresas como PricewaterhouseCoopers, Monsanto, Tishman Speyer e WTorre Arenas, participando, entre outras iniciativas, da criação do estádio Allianz Parque.
Ligações com projetos e polêmicas anteriores
Mansur renunciou ao cargo de presidente do conselho de administração da Reag Investimentos em setembro do ano passado, após a empresa ter sido alvo de uma megaoperação da Polícia Federal relacionada ao Primeiro Comando da Capital, segundo registros divulgados.
Ele também teve vínculo com a Trump Realty Brazil, joint venture criada em 2003 que durou até 2006, projeto que, conforme informações públicas, não chegou a concluir empreendimentos imobiliários.
O que a investigação atual apura
A apuração da Polícia Federal sobre o Banco Master envolve, segundo as investigações, a captação de recursos, aplicação em fundos e desvio de valores para o patrimônio de Vorcaro e parentes, além da participação de outros empresários na suposta estrutura de fraudes.
Na ação deflagrada nesta quarta-feira, a Polícia Federal apreendeu bens como carros, relógios de luxo e outros itens de valor em endereços ligados a suspeitos de fraudes financeiras no Banco Master.
O celular do proprietário do Banco Master foi apreendido.
Medidas, bloqueios e alcance da operação
A decisão expedida pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, determinou “42 mandados de buscas, além do sequestro e bloqueio de bens e valores que superam R$ 5,7 bilhões, segundo a PF”.
Durante o cumprimento dos mandados, os agentes federais também encontraram dinheiro em espécie, e “até a última atualização desta reportagem, haviam sido contabilizados R$ 97,3 mil em dinheiro vivo”.
Os mandados foram cumpridos em São Paulo, incluindo endereços na Avenida Faria Lima, além dos estados da Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, mostrando o alcance nacional da investigação.
As informações básicas sobre a operação e os dados citados foram divulgados pelo g1, e a apuração segue em andamento, com novas diligências e possíveis desdobramentos nas próximas etapas.