João Carlos Mansur, fundador da Reag e ex-executivo investigado na segunda fase da Operação Compliance Zero por supostas fraudes no Banco Master, com R$ 5,7 bilhões bloqueados
PF cumpriu 42 mandados de busca, apreendeu celulares e bens de luxo, e encontrou R$ 97,3 mil em espécie em endereços ligados a Vorcaro, Tanure e Mansur
João Carlos Mansur é investigado na segunda fase da Operação Compliance Zero, que apura um suposto esquema de fraudes financeiras no Banco Master.
Nesta etapa, a Polícia Federal cumpriu mandados em endereços ligados ao dono do banco, Daniel Vorcaro, a familiares e a outros empresários, incluindo o fundador da Reag Investimentos.
As medidas envolveram apreensões e bloqueio de bens que, segundo a PF, superam R$ 5,7 bilhões, e também a apreensão de dinheiro em espécie, contabilizado em R$ 97,3 mil, conforme informação divulgada pelo g1.
Perfil profissional e trajetória
Formado em ciências contábeis, João Carlos Mansur fundou a Reag Investimentos em 2012 e soma cerca de 35 anos de experiência no mercado financeiro.
Ele atuou em empresas como PricewaterhouseCoopers, Monsanto, Tishman Speyer e WTorre Arenas, e afirma ter estruturado mais de 200 fundos de investimento, incluindo FII, FIP e FIDC.
Mansur também trabalhou na Trump Realty Brazil e participou de projetos como a criação do estádio Allianz Parque, além de atuar como conselheiro independente autorizado pela CVM.
O que a investigação apura
A segunda fase da Operação Compliance Zero investiga a captação de recursos, aplicação em fundos e desvio de valores para o patrimônio pessoal de Vorcaro e familiares.
Além de buscas, as ordens judiciais incluíram sequestro e bloqueio de bens, com o total citado pela PF em R$ 5,7 bilhões, e o cumprimento de 42 mandados de buscas em ao menos cinco estados, incluindo São Paulo.
Bens apreendidos e procedimentos durante a ação
Na operação foram apreendidos carros, relógios de luxo e outros itens de valor em endereços ligados aos investigados, e o celular do proprietário do Banco Master foi recolhido pelos agentes.
Os mandados foram autorizados pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, e cumpridos em locais que incluem a Avenida Faria Lima, além de endereços na Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.
Controvérsias anteriores e possíveis impactos
Esta não é a primeira vez que João Carlos Mansur aparece em investigações de grande porte, ele renunciou à presidência do conselho da Reag em setembro, após a empresa ser alvo de megaoperação da PF relacionada ao PCC.
Na ocasião, as investigações apontaram irregularidades em etapas da produção e distribuição de combustíveis, além de suposto esquema bilionário de fraudes e lavagem de dinheiro envolvendo fintechs e fundos, fatos que permanecem em apuração.
O desdobramento dessa nova fase poderá afetar reputações e estruturas societárias, e deve seguir com diligências e pedidos de esclarecimento às partes envolvidas, com avanços comunicados oficialmente pela Polícia Federal e pela Justiça.