quinta-feira, junho 4, 2026

João Carlos Mansur investigado na Operação Compliance Zero, vínculo com Banco Master, bloqueio de R$ 5,7 bilhões e buscas da Polícia Federal envolvendo Vorcaro

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Fundador da Reag é alvo da segunda fase da Operação Compliance Zero, apurada pela Polícia Federal, que investiga suposto esquema de fraudes financeiras no Banco Master

João Carlos Mansur, fundador e ex-executivo da Reag Investimentos, está entre os investigados na nova etapa da ação da Polícia Federal que mira operações financeiras vinculadas ao Banco Master.

A operação incluiu buscas em endereços ligados ao dono do banco, Daniel Vorcaro, e a apreensões de bens, além da captura de dados de celulares e documentos, em múltiplos estados do país.

As informações sobre os mandados, bloqueios e apreensões foram divulgadas pelas autoridades, conforme informação divulgada pelo g1.

Quem é João Carlos Mansur e qual sua relação com a Reag

Formado em ciências contábeis, Mansur fundou a Reag Investimentos em 2012, e soma cerca de 35 anos de experiência no mercado financeiro.

No perfil profissional, ele afirma ter estruturado mais de 200 fundos, incluindo FII, FIP e FIDC, e ter atuado como conselheiro independente autorizado pela CVM para gerir carteiras de investimentos.

Ao longo da carreira, Mansur passou por empresas como PricewaterhouseCoopers, Monsanto, Tishman Speyer e WTorre Arenas, e participou da criação do estádio Allianz Parque.

O que a Operação Compliance Zero apura

A segunda fase da Operação Compliance Zero investiga um suposto esquema de fraudes financeiras no Banco Master, com captação de recursos, aplicação em fundos e desvio para o patrimônio pessoal de Vorcaro e familiares.

Além de Mansur, o empresário Nelson Tanure também é alvo das investigações, e o celular do proprietário do banco, Daniel Vorcaro, foi apreendido durante as ações.

Bloqueios, apreensões e números da operação

Segundo a Polícia Federal, a decisão judicial determinou 42 mandados de busca, e o sequestro e bloqueio de bens e valores que superam R$ 5,7 bilhões, conforme informado pelas autoridades.

Durante o cumprimento das ordens, foram apreendidos carros, relógios de luxo e outros itens de valor, e foram encontrados, contabilizados até a última atualização, R$ 97,3 mil em dinheiro vivo.

Os mandados foram cumpridos em endereços em São Paulo, incluindo locais na Avenida Faria Lima, e em cidades na Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, com decisão expedida pelo ministro Dias Toffoli, do STF.

Histórico de polêmicas e repercussão

Mansur já havia renunciado ao cargo de presidente do conselho da Reag em setembro do ano passado, após a empresa ter sido alvo de uma megaoperação da Polícia Federal relacionada a investigações sobre o Primeiro Comando da Capital.

Na ocasião, as apurações apontaram irregularidades na cadeia de produção e distribuição de combustíveis, e um esquema bilionário de fraudes e lavagem de dinheiro envolvendo fintechs, fundos e outras empresas do setor financeiro.

O desdobramento atual reacende perguntas sobre a participação de gestores e consultores financeiros em operações complexas, e sobre os mecanismos de compliance no mercado de capitais, temas que devem seguir sob investigação pela PF e atenção da Justiça e do mercado.

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