quinta-feira, junho 4, 2026

Kevin Warsh, indicado por Trump para comandar o Federal Reserve, perfil completo do ex-governador do Fed, atuação na crise de 2008 e vínculos com Wall Street

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Nomeado por Donald Trump para substituir Jerome Powell, Kevin Warsh é economista e jurista, ex-membro do Conselho do Fed entre 2006 e 2011, com carreira entre governo, academia e setor privado

Kevin Warsh foi anunciado por Donald Trump como escolhido para chefiar o banco central dos Estados Unidos, o Federal Reserve, em substituição a Jerome Powell.

Veterano do sistema financeiro e com experiência no governo, Warsh terá de passar pelo crivo do Senado para assumir oficialmente a presidência do Fed.

A indicação reacende o debate sobre o papel do banco central, dado o histórico de Warsh na política monetária e sua ligação com Wall Street, conforme informação divulgada pelo g1.

Formação e início da carreira

Kevin M. Warsh nasceu em Albany, no estado de Nova York, e estudou políticas públicas em Stanford, com foco em economia e estatística.

Em seguida, concluiu direito em Harvard, onde se aprofundou na relação entre direito, economia e regulação, e fez cursos complementares na Harvard Business School e no MIT.

No mercado financeiro, Warsh trabalhou por sete anos no banco Morgan Stanley, atuando em fusões e aquisições e em operações de mercado de capitais.

No Conselho do Federal Reserve e a crise de 2008

Warsh integrou o Conselho de Governadores do Federal Reserve entre 2006 e 2011, período que inclui a crise financeira global de 2008.

Nomeado pelo presidente George W. Bush, ele se tornou o membro mais jovem da história do conselho, aos 35 anos, e atuou como emissário do Fed em fóruns internacionais, como o G20.

Durante a crise, Warsh participou da condução da política monetária e ganhou visibilidade por discursos que tratavam dos desafios do sistema financeiro, como “O Fim da História?” e “A Taxa dos Fundos Federais em Tempos Extraordinários”.

Trajetória pós-Fed e vínculos com o setor privado

Ao deixar o Fed em 2011, Warsh passou a atuar entre a academia e o mercado financeiro, sendo pesquisador visitante no Instituto Hoover da Universidade de Stanford e professor na escola de negócios da mesma universidade.

Ele também se tornou sócio-consultor da gestora Duquesne Family Office, ligada ao investidor Stanley Druckenmiller, e integrou conselhos de empresas como United Parcel Service, UPS, e a plataforma Coupang.

Além disso, Warsh participa de fóruns e painéis econômicos, como o Grupo dos Trinta, e do painel de consultores do Escritório de Orçamento do Congresso dos EUA.

O que a indicação significa e os próximos passos

A escolha de Kevin Warsh sinaliza a intenção da Casa Branca de nomear alguém com profundo conhecimento técnico de mercados e política monetária, e que transita entre governo e setor privado.

Para assumir, o indicado precisará ser confirmado pelo Senado, processo que pode trazer debates sobre sua experiência na crise de 2008 e seus vínculos com Wall Street.

Se confirmado, Warsh herdará do Fed desafios como a estabilidade financeira, a trajetória da inflação e a definição das taxas de juros, temas nos quais construiu reputação nos últimos anos.

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