quinta-feira, junho 4, 2026

Kristi Noem, a ‘Barbie do ICE’, volta ao foco após admitir ter atirado no próprio cachorro, e enfrenta pressão por operação anti-imigração em Minneapolis

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Kristi Noem enfrenta desgaste enquanto relatos do livro, incluindo que matou o filhote Cricket, retornam à tona e se misturam à crise da Operation Metro Surge

Kristi Noem voltou a atrair atenção ao ter contado, em livro, que matou a tiros o próprio cachorro, um filhote chamado Cricket, por considerá-lo indomável.

O relato ressurgiu no final de 2024, enquanto Noem ganhava destaque na montagem do gabinete do governo Trump, e provocou reação pública e memes nas redes sociais.

Ao mesmo tempo, Noem enfrenta forte pressão política por sua postura durante a operação anti-imigração em Minneapolis, em meio a mortes e protestos, conforme informação divulgada pelo g1.

Histórico polêmico e repercussão

Kristi Noem já era alvo de críticas por sua linha dura contra imigração e por posturas consideradas erráticas por opositores.

O apelido “Barbie do ICE” surgiu entre críticos que associam Noem à face pública da política restritiva do governo Trump, e o episódio do cachorro reacendeu o debate sobre sua imagem pública.

Relatos do livro trouxeram frases contundentes atribuídas a Noem, como “Eu odiava aquele cão”, e também a passagem em que ela diz ter matado uma cabra, “Era má, nojenta e malcheirosa.”, o que aumentou a indignação entre internautas.

O caso do filhote Cricket

No livro, Noem descreve ter executado o filhote Cricket, de 14 meses, justificando ter agido por considerar o animal indomável.

A frieza do relato despertou reação imediata, e o episódio foi amplamente compartilhado nas redes, transformando-se em munição para críticos e alfinetadas em tom de humor.

Apesar de antigo, o caso voltou à pauta quando ganhou contexto político durante a formação do segundo governo de Donald Trump, e passou a ser usado contra Noem em debates públicos.

Operação anti-imigração em Minneapolis e impacto direto

A presença de agentes do ICE em Minneapolis, na chamada “Operation Metro Surge”, começou no fim de dezembro de 2025 e escalou tensões locais.

Durante as ações, dois cidadãos americanos foram mortos, incluindo Renee Nicole Good, baleada em 7 de janeiro, e outro homem identificado como Pretti, morto em uma intervenção, o que gerou grandes protestos na cidade.

Vídeos mostraram que o agente Jonathan Ross, ligado à morte de Renee, pode não ter sido atingido pelo veículo como inicialmente alegado pelas autoridades, alimentando críticas à narrativa oficial.

Consequências políticas e reações oficiais

As mortes levaram a manifestações massivas em clima de forte tensão, com exigências de autoridades locais por retirada do ICE de Minneapolis, e ações judiciais movidas por autoridades de Minnesota contra o governo federal.

Em reação, o governo Trump disse buscar “desescalar” a situação, e reportagens indicaram mudanças na cúpula da operação, com a remoção de Gregory Bovino do comando.

O czar da fronteira, Tom Homan, afirmou que a Casa Branca estuda reduzir o número de agentes do ICE no estado, enquanto o The New York Times revelou que o governo ampliou poderes do ICE para prisões sem mandado, informação que intensificou o debate público.

O conjunto de eventos, que mistura relatos pessoais de Noem e a crise provocada pela operação em Minneapolis, deixou a governadora em situação delicada, com pedidos de demissão partindo de representantes de ambos os partidos.

O caso ilustra como episódios pessoais e decisões de governo podem se interligar na arena política, afetando imagem pública, apoio parlamentar e a percepção da sociedade sobre atuação das autoridades.

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