quinta-feira, junho 4, 2026

Laranja em queda: chuvas e greening em São Paulo derrubam qualidade e fazem preços subirem, USP, Cepea e Fundecitrus apontam perdas e podridões

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Chuvas intensas e umidade elevadas prejudicam a qualidade da laranja em São Paulo, Fundecitrus aponta Limeira como epicentro do greening, e mercado sente impacto nos preços

A combinação de chuva, calor e pragas mudou o cenário da safra de laranja em janeiro, com perdas na lavoura e na indústria de suco.

Produtores relatam aumento de podridões e de frutas fora do padrão, reduzindo o volume aproveitável e pressionando a oferta no atacado.

Dados de instituições que monitoram a cadeia citrícola confirmam os efeitos na qualidade e nos preços, conforme informação divulgada pelo g1.

O que dizem Fundecitrus e Cepea

Um levantamento do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus), mantido por citricultores e indústrias de suco do estado, revelou que a região de Limeira (SP) é a mais afetada pelo greening no cinturão citrícola de São Paulo e Minas Gerais em 2024.

Em relação a 2023, a incidência da doença na região passou de 73,87% para 79,38%.

Segundo Cepea, em Piracicaba (SP), a umidade excessiva causa podridões e fungos nos pomares. Parte da produção à indústria se perde ou chega ao mercado com padrão inferior.

Impacto nas lavouras e na indústria

O excesso de chuva cria ambiente favorável para fungos e apodrecimento, tornando mais difícil a colheita e a seleção de frutos próprios para processamento.

Na indústria, a entrada de frutas com padrão inferior reduz a eficiência na produção de suco e aumenta perdas, o que, somado ao greening, eleva os custos de produção.

Efeito nos preços ao consumidor

Com menos fruta de qualidade disponível para indústria e mesa, o mercado reage com alta nos preços do atacado e do varejo.

Relatos e análises vinculadas ao setor indicam que o preço da fruta alcança maior patamar em 30 anos, refletindo a combinação de clima, pragas e oferta reduzida.

Ao mesmo tempo, aumenta a pressão por importações e há relatos de ritmo mais lento nas exportações de suco, impactando a cadeia como um todo.

Perspectivas e medidas possíveis

Especialistas recomendam monitoramento contínuo de pragas, manejo fitossanitário mais intenso e logística para reduzir perdas pós-colheita.

Produtores e indústrias acompanham a evolução climática e sanitária da safra, em busca de estratégias para minimizar impactos na qualidade da laranja e conter a alta de preços.

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