FGC diz que levantamento de dados será usado para iniciar pagamento da garantia na liquidação do Banco Pleno, com 160 mil credores estimados e R$ 4,9 bilhões em depósitos elegíveis, garantia limitada a R$ 250 mil
O Fundo Garantidor de Crédito informou que a base estimada de credores do Banco Pleno é de 160 mil e que os saldos elegíveis somam R$ 4,9 bilhões.
Com a liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central, o FGC orienta depositantes e investidores a acompanharem as comunicações oficiais e a se cadastrarem no aplicativo do fundo.
As informações sobre prazos, procedimentos e o teto da garantia, limitada a R$ 250 mil, serão disponibilizadas pelo FGC, conforme informação divulgada pelo g1
O que o FGC informou sobre o pagamento da garantia
Segundo o FGC, “Todos os créditos enquadrados no Regulamento do FGC terão o processo de pagamento iniciado tão logo o levantamento dos dados dos credores seja concluído e disponibilizado”, acrescentou o fundo.
O órgão destaca que as informações completas sobre o pagamento da garantia ordinária, limitada a R$ 250 mil, estão disponíveis no site do FGC, e que o aplicativo do fundo, disponível na Apple Store e no Google Play, permite cadastro prévio dos beneficiários.
Como os credores devem agir
Os credores já podem realizar o cadastro básico no aplicativo do FGC, e, após o recebimento da relação dos credores pelo liquidante, será possível solicitar a garantia com a identificação do beneficiário e indicação da conta de titularidade para o depósito.
O FGC pede que depositantes e investidores acompanhem o processo pelas redes sociais e pelo site do fundo, onde serão publicadas todas as informações e atualizações.
Por que a liquidação foi decretada pelo Banco Central
O Banco Central justificou a medida pela deterioração da situação econômico-financeira e da liquidez da instituição, além do descumprimento de normas e determinações da autoridade, e declarou que seguirá apurando responsabilidades.
Na nota do BC, “A liquidação extrajudicial foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, com deterioração da situação de liquidez, bem como por infringência às normas que disciplinam a sua atividade e inobservância das determinações do Banco Central do Brasil.”
Contexto do grupo e próximos passos
A Pleno DTVM fazia parte do conglomerado do Banco Master e foi vendida no segundo semestre do ano passado ao empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro.
O conglomerado tinha participação pequena no sistema financeiro, com dados do Banco Central indicando que, até setembro do ano passado, o banco concentrava cerca de 0,04% de todos os ativos do setor, que somavam R$ 18,07 trilhões, o equivalente a aproximadamente R$ 7,2 bilhões.
Com a liquidação, os bens dos controladores e administradores ficam indisponíveis, e o liquidante assumirá o controle para finalizar operações, vender bens e pagar credores na ordem prevista em lei.
Depositantes e investidores devem acompanhar as atualizações no site e nas redes do FGC, e usar o aplicativo do fundo para agilizar o processo de solicitação da garantia quando a lista de credores for disponibilizada.