quinta-feira, junho 4, 2026

Liquidação da Reag Investimentos: Banco Central decreta fechamento após Operação Compliance Zero, Galípolo nomeia liquidante independente e investigação avança

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Decisão do Banco Central sobre a liquidação da Reag Investimentos segue operação que investigou fraudes no Banco Master, inclui buscas a ex-executivo e aponta infringência às normas

O Banco Central determinou a liquidação extrajudicial da Reag Investimentos, em meio a apurações que conectam a gestora a irregularidades financeiras. A medida visa preservar investidores e ordenar o processo de encerramento das atividades.

A empresa, que agora consta como CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Imobiliários S.A., esteve envolvida na segunda fase da Operação Compliance Zero, que apura fraudes ligadas ao Banco Master. A ação incluiu mandados de busca e apreensão contra executivos.

Segundo reportagens recentes, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, adotou a medida por descumprimento de regras que regem a atividade da instituição, em razão de possível “infringência às normas que disciplinam suas atividades”, conforme informação divulgada pelo g1.

O que motivou a liquidação

Conforme publicação do g1, “O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, decretou nesta quinta-feira (15) a liquidação extrajudicial da Reag Investimentos”. A decisão se baseou na constatação de prática irregular, descrita pelo BC como “infringência às normas que disciplinam suas atividades”.

A autoridade já nomeou um liquidante independente para conduzir o processo, com o objetivo de organizar ativos, apurar responsabilidades e atender credores e investidores de forma ordenada.

Ligação com a Operação Compliance Zero e o caso Master

De acordo com o g1, a Reag foi alvo da “segunda fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quarta-feira (14), a mesma que investiga fraudes no Banco Master”. A investigação ampliou o foco para agentes e operações conectadas aos fatos.

O texto também informa que “João Carlos Mansur, fundador e ex-executivo da Reag Investimentos foi alvo de mandados de busca e apreensão”. As diligências buscam documentos e evidências sobre transações suspeitas.

Contexto do escândalo envolvendo o Banco Master

O caso do Banco Master ganhou destaque nacional depois que, em novembro, “o Banco Central (BC) determinou a liquidação extrajudicial do banco”. A decisão seguiu suspeitas sobre a “venda de carteiras de crédito do Master para o Banco de Brasília (BRB) no valor de R$ 12,2 bilhões”.

Na avaliação do governo, a operação pode configurar um esquema de grande alcance, e, nas palavras do próprio relatório citado, “Para o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, essa pode ser a “maior fraude bancária” do país.”

Consequências e próximos passos

Com a nomeação do liquidante, espera-se maior transparência sobre ativos e passivos da Reag Investimentos, e avanço nas apurações relacionadas à Compliance Zero. Investidores e clientes aguardam a divulgação de orientações sobre prazos e garantias.

O g1 tentou contato com a Reag Investimentos, sem obter retorno até a publicação das informações iniciais, e as apurações continuam em curso, com possíveis desdobramentos judiciais e administrativos.

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