quinta-feira, junho 4, 2026

Liquidações do Master, Will Bank e Pleno devem gerar rombo de R$ 51,8 bilhões no FGC e mobilizar pagamentos a até 160 mil clientes

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FGC estima que pagamentos a clientes do Master, Will Bank e Pleno somarão R$ 51,8 bilhões, exigindo mobilização rápida do fundo e esclarecimentos do BC

O Fundo Garantidor de Créditos, o FGC, projeta desembolsos elevados após a liquidação extrajudicial de três instituições financeiras ligadas ao mesmo grupo, com impacto direto em clientes e investidores.

As estimativas do fundo apontam para um montante total de R$ 51,8 bilhões a ser pago em garantias, valores que mobilizam toda a estrutura do FGC para processamento e atendimento aos credores.

As informações sobre os valores, as datas das liquidações e os detalhes operacionais foram divulgadas publicamente, conforme informação divulgada pelo g1.

Quanto o FGC deve pagar e como os valores se dividem

Segundo estimativas do próprio FGC, a maior parte dos pagamentos está relacionada ao Banco Master, com previsão de R$ 40,6 bilhões em garantias a clientes e investidores.

Para o Will Bank, o fundo estima pagamentos de R$ 6,3 bilhões, valor que pode variar pois a lista de credores ainda não foi totalmente consolidada pelo liquidante.

Com a liquidação do Banco Pleno, decretada pelo Banco Central nesta quarta-feira, 18, o FGC prevê ainda pagamentos de R$ 4,9 bilhões a credores da instituição, que teria cerca de 160 mil clientes com direito à garantia, segundo o próprio fundo.

Por que o Banco Pleno foi liquidado e o que disse o Banco Central

O Banco Central informou que a liquidação do Banco Pleno foi decretada após agravamento da situação econômico-financeira da instituição, com dificuldades para honrar obrigações diárias e descumprimento de normas regulatórias.

Em nota, o órgão enfatizou, “A liquidação extrajudicial foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, com deterioração da situação de liquidez, bem como por infringência às normas que disciplinam a sua atividade e inobservância das determinações do Banco Central do Brasil.”

Além do banco, a decisão também alcança a Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A., que integrava o mesmo conglomerado e já havia sido vendida ao empresário Augusto Lima no segundo semestre do ano passado.

Como funciona o processo de pagamento pelo FGC e o que os credores precisam fazer

Após o decreto de liquidação, o Banco Central nomeia um liquidante, com apoio do FGC, e este envia a relação de beneficiários e valores ao fundo.

O pagamento não é automático, é necessário que o credor manifeste interesse, porque o procedimento corresponde a uma cessão de créditos com sub-rogação de direitos ao FGC. Quem não solicitar a garantia não receberá o valor.

Pessoas físicas devem pedir a garantia pelo aplicativo do FGC, e pessoas jurídicas pelo site. Depois do cadastro e da assinatura digital do termo de solicitação, o FGC efetiva o pagamento em até 48 horas úteis, se os dados bancários estiverem corretos.

É importante destacar que a cobertura do FGC é limitada a R$ 250 mil por depositante, por instituição. Valores que excederem esse limite permanecem sujeitos ao processo de liquidação, quando o credor passa a ser quirografário na massa falida e não tem garantia de recebimento integral.

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