Maduro Acusa EUA de Roubar Riquezas da Venezuela: “É o Petróleo, Ouro e Terras Raras Que Eles Querem”
Maduro Desafia EUA e Revela Motivação por Trás das Acusações
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, rompeu o silêncio em meio às crescentes tensões com os Estados Unidos, acusando diretamente o governo de Donald Trump de inventar alegações contra ele. Segundo Maduro, a verdadeira motivação por trás da ofensiva americana reside nas vastas riquezas naturais da Venezuela, como petróleo, ouro e terras raras.
Em uma transmissão ao vivo pela TV estatal, Maduro declarou que os EUA não poderiam sustentar acusações de que ele possuía armas de destruição em massa ou biológicas, pois tais mentiras seriam facilmente desmascaradas. Ele enfatizou que a campanha contra seu governo visa, na verdade, o controle dos recursos minerais e energéticos venezuelanos.
Essas declarações surgem em um momento de escalada diplomática, com a Venezuela apresentando queixas formais à ONU. O embaixador venezuelano nas Nações Unidas, Samuel Moncada, descreveu a pressão americana como a “maior extorsão” da história do país, argumentando que os EUA agem à margem do direito internacional.
A Venezuela também anunciou que denunciará formalmente à ONU a interceptação de navios com petróleo venezuelano pelos Estados Unidos no Mar do Caribe. O governo de Maduro classificou essas ações como atos de “pirataria internacional” e prometeu que “esses atos não ficarão impunes”. Conforme divulgado pelas fontes, a Venezuela apresentou essas queixas e acusações em reuniões recentes do Conselho de Segurança da ONU.
Rússia e China Apoiam Venezuela Contra Pressão Americana
Em meio ao embate, Rússia e China reafirmaram seu apoio à Venezuela e criticaram as ações dos Estados Unidos. O representante chinês, Sun Lei, declarou que a China se opõe ao “unilateralismo e à intimidação” e apoia a soberania de todas as nações. Essa posição demonstra um alinhamento geopolítico contra a política externa americana na região.
O governo russo, por sua vez, qualificou a pressão dos EUA como um “comportamento de caubói”, apontando que as ações americanas violam o direito internacional e podem ter consequências imprevisíveis. O embaixador russo na ONU, Vassily Nebenzia, descreveu o bloqueio naval como uma “agressão flagrante”.
EUA Intensificam Sanções e Bloqueio Naval
Do outro lado, o embaixador dos EUA na ONU, Mike Waltz, informou que o país imporá sanções contra a Venezuela e Maduro na “máxima extensão permitida”. O objetivo, segundo ele, é privar o governo venezuelano de recursos financeiros provenientes do petróleo, que estariam sustentando o que os EUA chamam de “apropriação fraudulenta do poder e atividades narcoterroristas”.
As operações americanas incluem o cerco naval e a apreensão de petroleiros venezuelanos. O presidente Donald Trump chegou a sugerir que a renúncia seria a atitude “mais inteligente” para Maduro, enquanto a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, afirmou que a atividade ilegal de Maduro “não pode ser tolerada” e que ele “tem que sair” do poder.
Venezuela Aprova Lei Contra Ações dos EUA
Em resposta às ações americanas, a Assembleia Nacional da Venezuela aprovou uma lei que prevê penas de prisão de até 20 anos para quem promover ou financiar “pirataria ou bloqueios”. A lei, denominada “Para Garantir a Liberdade de Navegação e Comércio contra a Pirataria, Bloqueios e Outros Atos Ilícitos Internacionais”, busca proteger o país de atos que considera ilegais.
O presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, também criticou a oposição venezuelana, acusando-a de apoiar as ações do governo Trump e de ter se “curvado ao imperialismo americano”. Ele afirmou que a oposição está “satisfeita com as ações agressivas que estão ocorrendo atualmente no Mar do Caribe”.
Troca de Acusações entre Trump e Maduro
A troca de farpas entre os presidentes também se intensificou. Donald Trump declarou que seria “inteligente” para Maduro renunciar, alertando que, se ele “quiser bancar o durão, será a última vez”. Por outro lado, Nicolás Maduro aconselhou Trump a focar nos problemas dos Estados Unidos, questionando por que o presidente americano dedica tanto tempo a falar sobre a Venezuela.
Oficialmente, o governo Trump tem justificado suas ações no Caribe como combate ao narcotráfico. No entanto, declarações de aliados de Trump, como Susie Wiles, chefe de Gabinete da Casa Branca, sugeriram que o objetivo principal seria a deposição de Maduro. As operações americanas, que incluem ataques a embarcações suspeitas, já resultaram em mortes, segundo as fontes.