Mãe de sobrinho de porta-voz de Trump se emociona ao falar de detenção e separação do filho: ‘Muito triste’

Brasileira detida nos EUA relata sofrimento e nega acusações do governo Trump sobre relação com o filho.

A história de Bruna Ferreira, mãe brasileira detida pelo Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) e em processo de deportação, ganhou destaque após suas declarações emocionadas sobre a separação de seu filho, Michael Leavitt Junior. O menino é sobrinho de Karoline Leavitt, porta-voz do governo Trump.

Bruna, que está em um centro de detenção há quase um mês, compartilhou sua dor e indignação com a imprensa americana, chamando as afirmações do governo Trump de que ela nunca morou com o filho de “repugnantes”. Ela relembrou o último dia em que deixou o filho na escola, em New Hampshire, com a promessa de buscá-lo, uma imagem que a assombra.

“A imagem do meu filho me esperando na fila do transporte escolar e não ter ninguém para buscá-lo é algo que não sai da minha cabeça. É muito triste que as coisas tenham acontecido dessa forma”, disse Bruna, às lágrimas, expressando o profundo medo de ser enviada de volta ao Brasil e ficar anos sem ver seu filho. “Ele precisa de mim agora, que eu o coloque na cama e o leve para fazer compras de Natal. Ele não precisa de mim daqui a 20 anos”, desabafou.

Conforme informação divulgada pelo G1, Bruna passou por diversos centros de detenção em diferentes estados americanos, sentindo-se tratada como “gado” pelo ICE. Sua situação ganhou notoriedade após sua ligação com Karoline Leavitt se tornar pública, tornando-a alvo de curiosidade entre as outras detentas.

Acusações e negações sobre a relação familiar

A brasileira **rejeitou veementemente as declarações do governo Trump**, classificando como falsas e “repugnantes” as alegações de que ela não residia com o filho. O ex-companheiro de Bruna e irmão de Karoline Leavitt, Michael Leavitt, em mensagem de texto ao jornal “Post”, **negou qualquer envolvimento na detenção de Bruna** e afirmou que deseja que o filho mantenha uma relação com a mãe. “Não tive qualquer envolvimento no fato de ela ter sido detida pela polícia. Não tenho controle sobre isso e não tive qualquer participação nisso. (…) Quero que meu filho tenha um relacionamento com a mãe, como sempre demonstrei”, declarou.

Um pedido de socorro em meio à burocracia

Bruna também comentou sobre sua relação com Karoline Leavitt, ex-cunhada e porta-voz da Casa Branca. Ela afirmou que não são “melhores amigas”, mas que a afirmação de que não têm contato há anos é falsa. Bruna revelou que **escolheu Karoline para ser madrinha de seu filho**, um fato que torna a situação ainda mais delicada. “Pedi à Karoline para ser madrinha ao invés da minha única irmã. Cometi um erro ao confiar nela… O motivo de estarem criando essa narrativa está além da minha mais louca imaginação”, lamentou.

O impacto da detenção no cotidiano do filho

A situação de Bruna levanta questões sobre os **impactos da detenção e deportação na vida de crianças e famílias**. A mãe demonstra profunda preocupação com o bem-estar emocional e prático de seu filho, que necessita de sua presença para atividades cotidianas e apoio. O caso também expõe as complexidades do sistema de imigração americano e as narrativas políticas que podem cercar situações familiares sensíveis.

A luta pela permanência e o reencontro familiar

Enquanto Bruna luta para evitar a deportação e a separação prolongada de seu filho de 11 anos, a atenção se volta para as decisões das autoridades de imigração e o desdobramento das declarações de ambas as partes. O futuro de Bruna e seu filho permanece incerto, com a esperança de um **reencontro familiar** e a resolução de seu status migratório nos Estados Unidos.