quinta-feira, junho 4, 2026

Maioria das pessoas está satisfeita com o trabalho, FGV Ibre aponta 78,1% de satisfação, remuneração é principal causa da insatisfação e perspectivas para 2026

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Resultados da Sondagem de Mercado de Trabalho, FGV Ibre, mostram avanço na satisfação com o trabalho, com dados sobre remuneração, saúde mental, carga horária e cenário esperado para 2026

A nova edição dos Indicadores de Qualidade do Trabalho, da Sondagem de Mercado de Trabalho, trouxe números que confirmam uma percepção mais positiva entre os trabalhadores.

Segundo a pesquisa, a parcela de pessoas que se dizem satisfeitas com a ocupação atual atingiu um patamar recorde desde que o quesito passou a ser medido.

Os dados também detalham as razões de quem declara insatisfação, com destaque para a remuneração, além de mostrar impressão sobre o futuro do mercado de trabalho, conforme informação divulgada pelo g1.

Principais números

A pesquisa indica que 78,1% dos entrevistados estão “satisfeitos” ou “muito satisfeitos” com o trabalho atual, esse é o maior valor da série desde o início da medição, em junho de 2025.

Ao mesmo tempo, o percentual de respondentes “insatisfeitos” ou “muito insatisfeitos” se manteve em 6,1%, o menor da série.

Por que a remuneração pesa

Entre os motivos de insatisfação, a remuneração baixa é o mais citado e, na média finda em janeiro, representou 60,5% dos insatisfeitos, números fornecidos pela Sondagem de Mercado de Trabalho.

Os entrevistados podiam apontar mais de uma razão, por isso as respostas somam mais de 100%, e os outros motivos mais relevantes foram saúde mental, com 24,8%, e carga horária elevada, com 21,9%.

Interpretação dos especialistas

Rodolpho Tobler, economista do FGV Ibre, avaliou a relação entre o mercado e a percepção dos trabalhadores, afirmando, “A evolução favorável do mercado de trabalho nos últimos anos parece refletir nos dados sobre satisfação do trabalho, que seguem avançando. A mínima da taxa de desocupação, com melhora concentrada no trabalho formal, e a evolução da renda são fatores que tendem a influenciar a percepção dos trabalhadores sobre sua ocupação”, afirmou Rodolpho Tobler, economista do FGV Ibre.

O especialista também observou que, embora os primeiros indicadores de 2026 devam seguir apontando um mercado aquecido, a tendência para o ano é de desaceleração, acompanhada pelo ritmo mais fraco da atividade econômica, o que pode reduzir o ritmo de alta da satisfação observada em 2025.

O que muda para o trabalhador e o que vigora na pesquisa

Desde julho de 2025, o FGV Ibre divulga mensalmente os indicadores sobre qualidade do emprego, com perguntas sobre satisfação com o trabalho, risco de perda de emprego, proteção social, renda suficiente e expectativas para os próximos seis meses.

Os resultados se baseiam em entrevistas com a população em idade de trabalhar em todo o país, e a Fundação explica que, por ter começado a coleta em 2025, os primeiros relatórios servem para detalhar os quesitos e explicar os temas, antes de permitir comparações históricas mais amplas.

Em resumo, a pesquisa mostra forte índice de satisfação com o trabalho entre os brasileiros, mas também destaca problemas persistentes, como a baixa remuneração, que segue sendo o principal fator de insatisfação apontado pelos entrevistados.

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